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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Meme que compara Mbappé a ditador provoca reação na China

Três empresas encerraram parcerias publicitárias com o atacante, e a LaLiga pediu desculpas após a circulação do vídeo que parece fazer referência a Mao Tsé-tung.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular com uma publicação desfocada diante de um estádio de futebol. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular com uma publicação desfocada diante de um estádio de futebol.
Resumo em 30 segundos

O vídeo em que Kylian Mbappé comenta uma montagem de seu rosto sobre o de um homem que identifica como ditador chinês provocou críticas na China. Dongpeng, Mengniu e Milkground encerraram parcerias publicitárias com o jogador, e a LaLiga pediu desculpas. O episódio reacendeu a atenção sobre a origem do meme que o compara a ditadores.

Kylian Mbappé pediu desculpas publicamente nesta terça-feira, 27, após a circulação de um vídeo em que comenta uma montagem de seu rosto sobre o de um homem que identifica como “um ditador chinês”. A gravação, que parece fazer referência a Mao Tsé-tung, provocou críticas na China e levou três empresas a encerrar parcerias publicitárias com o atacante francês do Real Madrid.

A origem do meme está em montagens que comparam Mbappé a líderes autoritários. Elas começaram a circular em meio a controvérsias envolvendo o jogador no Paris Saint-Germain (PSG), especialmente após a renovação de seu contrato, em 2022, e ganharam projeção mundial durante a Copa do Mundo de 2026.

A brincadeira também apareceu entre os jogadores da seleção francesa. Após uma vitória contra a Suécia, colegas chamaram Mbappé de Mobutu Sese Seko, que governou a República Democrática do Congo de 1971 a 1997. Em setembro, o atacante disse que parte do meme podia ser engraçada, mas criticou a associação com figuras responsáveis por mortes e sofrimento.

No vídeo que desencadeou a reação na China, Mbappé afirma que a montagem mais engraçada que viu usa seu rosto sobre o de um homem que acredita ser um ditador chinês. A gravação parece se referir a uma imagem que o associa a Mao, líder da revolução comunista e fundador da República Popular da China, proclamada em 1949. Mao morreu em 1976 e continua sendo uma figura central na história do país.

As empresas Dongpeng, Mengniu e Milkground anunciaram o fim dos contratos com o jogador nesta terça-feira. Em comunicados, afirmaram ter “tolerância zero” a declarações ou atos que, segundo elas, ofendam os sentimentos nacionais. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, declarou que manifestações consideradas ofensivas ao povo do país provocam rejeição social.

A LaLiga, competição espanhola em que atua o Real Madrid, também se desculpou. Seu presidente, Javier Tebas, afirmou que lamentava as declarações e pediu desculpas às pessoas ofendidas. A entidade ressaltou que os comentários de Mbappé são pessoais e não representam a liga.

A controvérsia se espalhou pelas redes sociais chinesas. No Weibo, a notícia sobre o rompimento da Dongpeng tornou-se um dos assuntos mais comentados, com 430 milhões de visualizações. Uma conta associada ao jogador também informou, no Xiaohongshu, que estava impedida de publicar por violar as regras da comunidade.

Fontes: Estadão, O Globo

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