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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Justiça nega liminar do Vasco para jogar com o Boca no Maracanã

A decisão não encerra a ação: a definição depende de análise técnica do gramado, enquanto o clube tenta viabilizar São Januário ou outro estádio para a semifinal.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Gramado do Maracanã visto das arquibancadas, com funcionários avaliando o campo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Gramado do Maracanã visto das arquibancadas, com funcionários avaliando o campo.
Resumo em 30 segundos

A Justiça do Rio negou o pedido de liminar do Vasco para realizar no Maracanã a partida de volta contra o Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana. A juíza apontou divergências entre avaliações técnicas sobre o gramado. A ação continua, e o clube também busca uma exceção para jogar em São Januário.

A Justiça do Rio de Janeiro negou nesta segunda-feira, 5, o pedido de liminar do Vasco para realizar no Maracanã a partida de volta contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão não impede definitivamente que o clube jogue no estádio, mas deixa a definição dependente do andamento da ação e da análise técnica sobre o gramado.

A juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, avaliou que os documentos apresentados pelas partes divergem sobre os possíveis danos ao campo. O Vasco afirma que o jogo não causaria prejuízo irreversível; a administradora do Maracanã, a Concessionária Fla-Flu Serviços S.A., sustenta que a sequência de partidas prevista pode desgastar o gramado.

Na decisão, a magistrada considerou que essa divergência não pode ser resolvida com segurança em uma análise liminar, que é uma medida urgente e provisória. A negativa, portanto, não equivale a uma conclusão de que o Vasco não tenha direito de usar o estádio. A ação do clube contra a concessionária continua em curso.

A juíza também mencionou manifestações da Polícia Militar anexadas ao processo. Uma recomendava o Maracanã em comparação com São Januário, sem avaliar outros estádios; outra apontava ser viável realizar Vasco x Boca Juniors no Nilton Santos. O documento não apresenta uma avaliação negativa desse estádio, segundo a decisão.

A prioridade do Vasco é mandar o confronto em São Januário, mas o estádio não cumpre atualmente a exigência da Conmebol de capacidade mínima de 30 mil lugares para semifinais continentais. O presidente Pedrinho pediu à entidade uma autorização excepcional e afirmou que pretende ampliar o espaço destinado à torcida visitante. O clube também tenta assegurar o Maracanã pela via judicial.

O prazo para informar o estádio depende da cidade escolhida. Se o jogo for no Rio, o Vasco precisa definir o local até 10 de outubro, dez dias antes da partida. Caso opte por jogar fora da cidade, a Conmebol exige a confirmação com pelo menos 15 dias de antecedência, prazo que termina nesta segunda-feira, 5.

A volta está prevista para 20 de outubro, no Rio de Janeiro, segundo a data citada na decisão judicial. O primeiro duelo entre Vasco e Boca Juniors será disputado em 13 de outubro, na Argentina. A exigência de capacidade da Conmebol é específica para essa fase; por isso, uma eventual utilização de São Januário depende de uma exceção da entidade ou da escolha de outro estádio.

Para entender

Liminar
É uma decisão provisória e urgente, concedida antes do julgamento definitivo de uma ação. O pedido pode ser negado sem que isso encerre o processo ou determine, por si só, quem tem razão no mérito.
Conmebol
A Confederação Sul-Americana de Futebol organiza competições de clubes e seleções na América do Sul. Seus regulamentos definem requisitos para a realização de partidas, incluindo condições para os estádios usados em cada fase.

Fontes: Zero Hora, Estadão, O Globo

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