Justiça italiana marca audiência sobre extradição de Carla Zambelli
A Corte de Apelação de Roma analisará em 27 de outubro o pedido ligado à condenação de Zambelli por perseguir armado o jornalista Luan Araújo.
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A Justiça italiana marcou para 27 de outubro uma audiência sobre o segundo pedido brasileiro de extradição de Carla Zambelli. O caso envolve a condenação da ex-deputada a cinco anos e três meses de prisão por perseguir, armada, o jornalista Luan Araújo. Zambelli está na Itália e aguarda em liberdade a decisão.
A Justiça italiana marcou para 27 de outubro uma audiência para analisar o segundo pedido do governo brasileiro de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Ela está na Itália e aguarda em liberdade a decisão sobre o processo, depois de ter ficado cerca de um ano presa no país.
O pedido diz respeito à condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por perseguir, armada, o jornalista Luan Araújo nas ruas de São Paulo durante o segundo turno da eleição de 2022. A audiência foi marcada pela Corte de Apelação de Roma, que deverá realizar um novo julgamento após determinação da Corte de Cassação, instância máxima da Justiça italiana.
Em julho, a Corte de Cassação havia negado o pedido de extradição relacionado a essa condenação, mas a decisão não encerrou o caso. O tribunal determinou que a corte de Roma reavaliasse a solicitação. A defesa de Zambelli afirmou que espera uma nova negativa e mencionou “falta de garantias processuais”.
Este é o segundo pedido brasileiro para que a ex-deputada seja enviada ao Brasil. A primeira solicitação, ligada à condenação pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi negada pela Corte de Cassação em maio. Na ocasião, a Justiça italiana considerou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia sido parcial ao atuar como julgador e como “pessoa afetada pelo crime imputado” a Zambelli.
A ex-deputada foi condenada no caso do CNJ após a invasão dos sistemas do conselho. Ela deixou o Brasil em maio de 2025, dias depois da condenação, foi inicialmente para os Estados Unidos e depois seguiu para a Itália, onde tem cidadania. Após a decisão sobre o primeiro pedido de extradição, foi solta e passou a aguardar em liberdade o andamento do segundo processo.
O advogado Eduardo Maurício, integrante da defesa, disse que prepara dois pedidos de revisão criminal e a retirada de Zambelli da lista da Interpol. Ele afirmou que considera as condenações “abusivas e ilegais” e atribuiu os processos a perseguição política e parcialidade de ministros do STF. A defesa também apontou críticas ao ministro Gilmar Mendes, relator no Supremo da condenação relacionada à perseguição de Araújo.
A audiência de 27 de outubro tratará apenas do pedido ligado à condenação de cinco anos e três meses. A decisão anterior sobre o caso do CNJ permanece distinta: a Corte de Cassação já havia rejeitado a extradição nesse processo.