Grêmio responde a processo após contratar segurança sem autorização
A Polícia Federal constatou a atuação de uma empresa sem autorização no jogo contra o Coritiba e pode aplicar multas e outras sanções.
Resumo em 30 segundos
A Polícia Federal constatou que uma empresa contratada pelo Grêmio prestou segurança patrimonial sem autorização durante a partida contra o Coritiba, na segunda-feira (26), em Curitiba. O clube e a prestadora responderão a processo administrativo, que pode resultar em multa e outras sanções previstas no Estatuto da Segurança Privada.
A Polícia Federal (PF) constatou que o Grêmio contratou uma empresa sem autorização para prestar segurança patrimonial na partida contra o Coritiba, disputada na noite de segunda-feira (26), no Couto Pereira, em Curitiba, pelo Campeonato Brasileiro. A fiscalização ocorreu durante o jogo, válido pela 32ª rodada da competição, e pode resultar em sanções administrativas ao clube e à prestadora de serviço.
Segundo a PF, policiais da Delegacia de Controle de Segurança Privada, com apoio da Unidade de Controle de Vigilância da Delegacia da PF em Londrina, verificaram que a empresa atuava sem autorização para exercer segurança privada. O órgão lavrou um auto de constatação de infração e informou que a contratada e o clube responderão a processo administrativo.
A apuração poderá levar à aplicação de multa e a outras sanções previstas na Lei nº 14.967/24, o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras. A PF também alertou que a contratação desse tipo de serviço deve ser feita apenas com empresas autorizadas e vigilantes habilitados. As fiscalizações em grandes eventos e estádios continuarão na capital paranaense.
A lei estabelece regras para a atuação de empresas e profissionais de segurança privada. A autorização da PF é necessária para que uma empresa preste legalmente esse serviço, e a habilitação dos vigilantes faz parte dos requisitos citados pelo órgão.
O Grêmio informou que não fará manifestação oficial sobre o procedimento. A empresa contratada não foi identificada publicamente pela PF. A companhia, segundo relatos publicados sobre o caso, também presta serviços a outros clubes e ainda não estaria plenamente adequada às novas regras da segurança privada.
O caso envolve a prestação de segurança patrimonial, distinta da segurança pública: trata-se de serviço privado contratado para proteger pessoas ou bens. A fiscalização da PF ocorreu no estádio enquanto o Grêmio enfrentava o Coritiba, mas o comunicado do órgão não detalhou quais tarefas eram executadas pela equipe contratada nem quantos profissionais estavam no local.
Para entender
- Estatuto da Segurança Privada
- A Lei nº 14.967/2024 estabelece regras para empresas e profissionais que prestam serviços de segurança privada no Brasil. Entre os requisitos estão a autorização da Polícia Federal para as empresas e a habilitação dos vigilantes.