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Sábado, 10 de outubro de 2026

Furacão Simon ameaça litoral turístico do México com ventos de 177 km/h

O NHC prevê que o sistema chegue à Categoria 4 até sábado e toque o solo no domingo entre Manzanillo e Puerto Vallarta, no Pacífico mexicano.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Barcos são retirados de uma praia mexicana sob nuvens escuras e bandeiras de alerta. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Barcos são retirados de uma praia mexicana sob nuvens escuras e bandeiras de alerta.
Resumo em 30 segundos

O furacão Simon avançava lentamente pelo Pacífico, ao largo do México, com ventos sustentados de 177 km/h. A previsão era de intensificação para a Categoria 4 e chegada à costa no domingo. Autoridades fecharam praias, restringiram a navegação e mobilizaram equipes diante do risco de chuvas intensas, inundações e deslizamentos.

O furacão Simon se intensificava nesta sexta-feira (9) no oceano Pacífico, ao largo do México, com ventos sustentados de 177 km/h. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) previa que o sistema chegasse à Categoria 4 até sábado e tocasse o solo no domingo entre Manzanillo e Puerto Vallarta, no litoral mexicano. A previsão ameaçava uma área turística com resorts e vilas de pescadores.

À tarde, Simon estava a cerca de 315 quilômetros ao sul de Manzanillo e avançava lentamente para noroeste, segundo o NHC. A escala Saffir-Simpson classifica furacões de 1 a 5 conforme a velocidade dos ventos sustentados; a Categoria 4 corresponde a ventos muito intensos e pode provocar danos graves.

Meteorologistas alertaram para risco de inundações e deslizamentos de terra, com acumulados isolados de chuva de até 762 milímetros em partes dos Estados de Michoacán, Colima, Jalisco e Nayarit. Autoridades mexicanas também previam chuvas fortes em Guerrero. O cenário levou órgãos locais a adotar medidas preventivas no litoral.

Em Manzanillo, pescadores retiravam barcos da praia, enquanto bandeiras pretas indicavam o fechamento das praias. A Marinha mexicana enviou equipes de emergência a Colima e restringiu a navegação em trechos da costa do Pacífico: portos foram fechados para embarcações menores, e barcos maiores tiveram a operação proibida em Michoacán.

A previsão de chegada à costa fica entre Manzanillo, o maior porto do México e uma importante ligação comercial com a Ásia, e Puerto Vallarta, destino turístico com cerca de 300 mil habitantes. A passagem de Simon pode representar o impacto de furacão mais significativo naquele trecho do litoral desde o Lidia, em 2023, segundo Tyler Roys, meteorologista sênior da AccuWeather. O Lidia danificou milhares de casas e destruiu plantações na costa de Jalisco.

Na semana anterior, o furacão Polo atingiu a Península da Baixa Califórnia como tempestade de Categoria 2. O fenômeno derrubou árvores e postes, inundou ruas e causou danos materiais. A aproximação de Simon mobilizou autoridades em uma região que ainda enfrentava os efeitos de outra tempestade recente.

Para entender

Escala Saffir-Simpson
Escala que classifica furacões em cinco categorias com base na velocidade dos ventos sustentados. As categorias ajudam a comunicar a intensidade do sistema, mas não determinam sozinhas os danos: chuva, inundações, deslizamentos e condições locais também influenciam os impactos.

Fontes: Valor Econômico

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