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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Forças do Iêmen avançam em Dhubab, junto ao estreito de Bab el-Mandeb

A ofensiva apoiada pela Arábia Saudita busca recuperar áreas dos houthis; o avanço ocorre em meio à retomada dos combates e ameaça uma rota marítima estratégica.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Navio cargueiro atravessa o estreito de Bab el-Mandeb, entre o Iêmen e o Chifre da África. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Navio cargueiro atravessa o estreito de Bab el-Mandeb, entre o Iêmen e o Chifre da África.
Resumo em 30 segundos

Forças do governo iemenita avançaram sobre áreas do distrito de Dhubab, junto ao estreito de Bab el-Mandeb, para retomar posições dos houthis. A Arábia Saudita afirmou ter atacado centenas de alvos no país. A escalada também ameaça a navegação e aumenta a pressão sobre rotas de energia, enquanto há relatos divergentes de avanços na província de Taiz.

Forças do governo do Iêmen apoiadas pela Arábia Saudita avançaram nesta segunda-feira sobre áreas do distrito de Dhubab, junto ao estreito de Bab el-Mandeb, em uma ofensiva para recuperar posições dos houthis. O movimento ocorre após o grupo, apoiado pelo Irã, ter conquistado terreno na região no mês passado e em meio à retomada de combates em várias frentes do país.

Fontes militares e do governo iemenita disseram que as tropas governamentais tomaram áreas estratégicas e tentam consolidar o controle de Dhubab, com apoio aéreo de uma coalizão liderada pelos sauditas. A Arábia Saudita afirmou ter atacado centenas de alvos no Iêmen nesta segunda-feira, em operações destinadas a dar cobertura às forças terrestres e à região do estreito.

Bab el-Mandeb é um estreito entre o Iêmen, no sudoeste da Península Arábica, e Djibuti e Eritreia, no nordeste da África. A passagem liga o golfo de Áden ao mar Vermelho e é uma rota relevante para o transporte marítimo entre a Ásia e a Europa. A disputa pelo controle da área ganhou importância porque os combates podem ameaçar o tráfego comercial e as exportações de petróleo.

O risco se soma às restrições às exportações de energia do Golfo causadas pelo fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã, segundo a reportagem. A escalada no Iêmen pode ampliar a pressão sobre as rotas de navegação e contribuir para a alta dos preços globais de energia.

O governo iemenita reconhecido internacionalmente anunciou no domingo o início de uma ofensiva para retomar territórios. O presidente Rashad al-Alimi prometeu lutar “até que o país seja libertado das garras da milícia terrorista”. A Arábia Saudita fornece armas e treinamento às forças governamentais e apoia a campanha com ataques aéreos; também busca ajuda logística de aliados para conter os houthis e restabelecer a circulação no mar Vermelho.

Há relatos divergentes sobre outros movimentos no sudoeste do país. Cinco fontes do governo afirmaram que os houthis avançaram no domingo por trechos da estrada montanhosa que leva a Taiz e cercaram forças governamentais; outra fonte oficial negou que a via tenha sido bloqueada. Também houve versões conflitantes sobre avanços do grupo em al-Turbah e no distrito de al-Mawasit, na província de Taiz.

Taiz, a terceira maior cidade do país, tem mais de meio milhão de habitantes e abriga milhares de combatentes do governo. Fontes militares governamentais disseram que a cidade está cercada por forças houthis. Na semana passada, ataques do grupo danificaram um bueiro na estrada entre Taiz e Áden, deixando a via intransitável.

A guerra civil começou em 2014, quando os houthis tomaram Sanaa, a capital. No ano seguinte, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio militarmente para apoiar o governo e combater o grupo. Um cessar-fogo firmado em 2022 permaneceu em vigor até meados deste ano, quando os confrontos voltaram a se intensificar.

Para entender

Bab el-Mandeb
Estreito entre o Iêmen e o Chifre da África que liga o golfo de Áden ao mar Vermelho. É uma passagem marítima importante para o tráfego entre a Ásia e a Europa.
Houthis
Movimento político e armado do Iêmen que tomou a capital, Sanaa, em 2014. Desde então, o grupo enfrenta forças do governo iemenita, apoiadas por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita.

Fontes: Valor Econômico

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