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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Corinthians lidera ranking de dívidas dos clubes brasileiros

Atlético-MG e Botafogo têm os maiores valores de obrigações de curto prazo, com R$ 1,36 bilhão e R$ 1,35 bilhão, respectivamente.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Papéis financeiros e uma calculadora diante de um estádio de futebol vazio. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Papéis financeiros e uma calculadora diante de um estádio de futebol vazio.
Resumo em 30 segundos

O Corinthians aparece no topo do ranking de dívidas dos clubes brasileiros, com R$ 2,76 bilhões, seguido por Atlético-MG e São Paulo. No recorte de obrigações de curto prazo, porém, Atlético-MG e Botafogo lideram. O levantamento também detalha débitos ligados a impostos, receitas antecipadas e transferências de jogadores.

O Corinthians lidera o ranking de dívidas dos clubes brasileiros, com R$ 2,76 bilhões em débitos, segundo levantamento da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf). Atlético-MG e São Paulo aparecem na sequência, com R$ 2,66 bilhões e R$ 2,45 bilhões, respectivamente; os dados apresentam um panorama da situação financeira das equipes.

Botafogo, com R$ 2,01 bilhões, e Palmeiras, com R$ 1,58 bilhão, completam os cinco primeiros lugares. O Flamengo ocupa a oitava posição, com R$ 1,26 bilhão. O levantamento também separa as obrigações de curto prazo, que incluem vencimentos previstos para até 12 meses e valores vencidos ainda não pagos.

Nesse recorte, o Atlético-MG tem o maior montante, de R$ 1,36 bilhão. O Botafogo aparece em segundo, com R$ 1,35 bilhão, e o São Paulo em terceiro, com R$ 1,04 bilhão. O Corinthians soma R$ 980 milhões em compromissos de curto prazo, enquanto o Palmeiras registra R$ 653 milhões.

No caso corintiano, R$ 949 milhões correspondem a obrigações trabalhistas, impostos e parcelamentos. Outros R$ 680 milhões são receitas recebidas antecipadamente. Somadas, essas duas categorias chegam a R$ 1,629 bilhão, cerca de 59% da dívida total do clube.

A dívida do Palmeiras está concentrada principalmente em transferências de atletas, que somam R$ 831 milhões. O valor está associado a compromissos do mercado de contratações; entre os jogadores citados no levantamento estão Vitor Roque, Paulinho e Jhon Arias. Já no Flamengo, as transferências representam R$ 497 milhões, aproximadamente 39% do total devido.

Os números mostram que o tamanho da dívida total e o volume de obrigações de curto prazo não produzem necessariamente a mesma ordem no ranking. Embora o Corinthians tenha o maior endividamento geral, Atlético-MG e Botafogo têm valores superiores a pagar ou vencendo no período de até um ano. Essa diferença ajuda a dimensionar a pressão imediata sobre o caixa de cada equipe.

O levantamento também distingue as origens dos débitos. Obrigações trabalhistas e tributárias, receitas antecipadas e pagamentos por transferências de jogadores são categorias diferentes: as primeiras envolvem compromissos com trabalhadores e o poder público, enquanto a antecipação de receitas significa usar valores que seriam recebidos futuramente. Os dados apresentados não detalham prazos de pagamento para cada clube além do recorte geral de curto prazo.

Fontes: Zero Hora, Estadão

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