Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Apple corta pedidos do iPhone 18 Pro após demanda fraca

Os fornecedores receberam reduções de 15% a 20% nos pedidos de outubro; os modelos chegaram às lojas em setembro com preços mais altos.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Componentes de smartphones em uma linha de montagem industrial. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Componentes de smartphones em uma linha de montagem industrial.
Resumo em 30 segundos

A Apple reduziu em pelo menos 15% os pedidos de componentes para o iPhone 18 Pro e o Pro Max em outubro, diante de uma demanda abaixo do esperado. Os aparelhos ficaram US$ 100 mais caros que os antecessores. A mudança no calendário de lançamentos e o adiamento do iPhone 18 padrão também afetam as comparações de volume.

A Apple pediu a alguns fornecedores que reduzam a produção de componentes para o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max depois de a demanda pelos modelos, lançados em setembro, ficar abaixo do esperado. Os pedidos para outubro foram cortados em pelo menos 15% em relação ao volume inicialmente solicitado, segundo pessoas com conhecimento da cadeia de suprimentos.

Uma fonte executiva afirmou que a redução nos pedidos para os dois modelos premium ficou entre 15% e 20% neste mês. Os efeitos sobre a produção variam conforme o cronograma de cada fornecedor, e ainda não está definido se a Apple fará novos ajustes a partir de novembro.

A empresa começou a adotar uma postura mais cautelosa em relação aos embarques no início de setembro. A demanda por unidades entre o fim de agosto e outubro também foi descrita como inferior à de anos anteriores, embora parte da diferença possa estar ligada à mudança no calendário de lançamentos da Apple.

Neste ano, a fabricante priorizou três modelos premium. O iPhone 18 padrão ficou previsto para uma etapa posterior, com lançamento no início de 2027, junto à nova geração do iPhone Air. Como esse modelo costuma contribuir para o volume total de aparelhos, sua ausência na primeira fase pode influenciar a comparação com ciclos em que toda a linha chegou ao mercado ao mesmo tempo.

A Apple apresentou o iPhone 18 Pro e o Pro Max em 9 de setembro, e os aparelhos começaram a ser vendidos no dia 18 do mesmo mês. O preço inicial do Pro foi fixado em US$ 1.199, enquanto o Pro Max parte de US$ 1.299. Os dois custam US$ 100 a mais que os modelos do ano anterior.

O aumento de preços é associado à elevação dos custos de componentes, sobretudo dos chips de memória, em um cenário de escassez e encarecimento de materiais. Uma fonte com conhecimento direto da situação avaliou que o aparelho ficou caro demais para um smartphone. A alta pode reduzir a disposição dos consumidores para comprar os modelos, um efeito conhecido como elasticidade da demanda: quando o preço sobe, parte do público pode adiar a compra ou escolher outra opção.

A retração nos pedidos não significa necessariamente uma queda imediata na receita da Apple, já que os preços dos novos modelos subiram pelo menos 10% em relação aos do ano passado. A empresa também tem experiência em ajustar a produção conforme as condições do mercado, de acordo com informações da cadeia de fornecedores.

Analistas do UBS apontaram nesta semana que o tempo médio de espera para receber o iPhone 18 Pro caiu em mais de 30 mercados. Para eles, a redução dos prazos, enquanto a oferta permanece estável, é um sinal de preocupação, especialmente após os reajustes de preços.

A pressão ocorre em um mercado global afetado pela falta de chips de memória e pelo aumento dos custos de fabricação. A consultoria IDC prevê que os embarques mundiais de smartphones diminuam 16,7% em 2026, a maior queda anual já registrada pelo setor, com retração também esperada para 2027. Ao mesmo tempo, os preços médios de venda subiram 27,6% em relação ao ano passado, segundo a empresa, refletindo o repasse dos custos aos consumidores.

A Apple teve impacto menor no primeiro semestre de 2026 do que fabricantes de celulares Android como Xiaomi, Oppo e Vivo, que reduziram previsões de remessas diante da alta de custos e da falta de componentes. A Counterpoint estima que Apple e Samsung possam ampliar sua participação de mercado de menos de 20% em 2025 para mais de 22% em 2026, à medida que concorrentes menores, mais dependentes de modelos acessíveis, enfrentam maior pressão.

A atenção do mercado também se volta ao iPhone Duo, o primeiro smartphone dobrável da Apple. O modelo básico, com 256 gigabytes, tem preço inicial de US$ 1.999 e previsão de lançamento em 70 países e regiões a partir de 23 de outubro. Uma fonte que acompanha o assunto prevê que o aparelho possa enfrentar demanda semelhante à dos modelos Pro, mas a tela dobrável mais complexa também exige trabalho para elevar o rendimento da produção.

Para entender

Elasticidade da demanda
É a forma como a procura por um produto reage a mudanças de preço. Quando o valor aumenta, alguns consumidores podem adiar a compra ou optar por outro produto, reduzindo a quantidade vendida.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também