Alckmin defende mandato para ministros do STF e código de ética
O vice-presidente não propôs prazo para os mandatos; hoje, ministros do Supremo ficam no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, ou saída antecipada.
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Geraldo Alckmin defendeu mandatos para ministros do STF e de outros tribunais, além de um código de ética e mais rapidez nos processos. Ele não especificou a duração dos mandatos nem como seriam escolhidos os integrantes. O vice-presidente também propôs rever supersalários, fundos partidário e eleitoral e emendas parlamentares, além de reduzir o número de partidos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu a criação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de outros tribunais, além de um código de ética para o Judiciário. Em entrevista à TMC, ele afirmou que as mudanças poderiam aumentar a segurança jurídica, acelerar processos e favorecer investimentos no país.
Atualmente, ministros do STF não têm mandato com prazo fixo: permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, ou até deixarem a função por outra razão. A Constituição prevê que sejam indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado. Alckmin não apresentou duração para os mandatos que propõe nem detalhou como seria a escolha dos integrantes dos tribunais.
“Tem que ter mandato para ministro do Supremo e outros tribunais. Tem que ter código de ética. Tem que ter celeridade na Justiça”, afirmou. O vice-presidente relacionou a reforma do Judiciário à necessidade de dar mais previsibilidade às decisões e reduzir o tempo de tramitação dos processos.
Alckmin também defendeu ajustes nas contas públicas, mas sustentou que a redução de despesas deve ser acompanhada de uma distribuição mais equilibrada dos recursos. Ele citou supersalários — remunerações no serviço público acima do teto constitucional —, fundos partidário e eleitoral e emendas parlamentares como áreas que deveriam ser revistas.
“Defendo o ajuste fiscal, fiz quando governador de São Paulo. Agora, é preciso fazer o ajuste fiscal com justiça tributária”, disse. Em seguida, afirmou que o ajuste deveria atingir “os supersalários, o fundo eleitoral, as emendas” e ressaltou que a mudança “não pode ser para pior”.
O vice-presidente ainda defendeu uma reforma política para reduzir a quantidade de partidos e fortalecer legendas com propostas mais definidas. Ao falar sobre a possibilidade de mudanças, questionou se a aliança do adversário Flávio Bolsonaro com partidos do Centrão estaria disposta a rever recursos destinados ao Congresso e às legendas.
“ Acho difícil que o nosso adversário, com todo apoio do Centrão, vá mexer em emenda e mexer em fundo partidário e eleitoral”, afirmou Alckmin. Ele disse que seu grupo teria mais condições de promover as mudanças e citou também a redução do Custo Brasil e a desburocratização.
A defesa dessas reformas já havia sido feita por Alckmin na quinta-feira. Na ocasião, ele criticou a proposta de Flávio de alterar a Constituição e voltou a defender medidas contra supersalários e privilégios no serviço público.
Para entender
- Supremo Tribunal Federal
- O STF é a mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro. Entre suas atribuições estão julgar determinadas autoridades e analisar se leis e atos do poder público estão de acordo com a Constituição.
- Aposentadoria compulsória
- É o afastamento obrigatório de determinadas funções públicas ao atingir a idade máxima prevista em lei. Para ministros de tribunais superiores, a Constituição estabelece o limite de 75 anos.