Adriana Lara é reeleita deputada estadual com 26 mil votos
A parlamentar do PL ficou na 53ª posição entre os eleitos e pretende articular demandas da região de Bagé com o governo de Eduardo Leite?
Resumo em 30 segundos
Adriana Lara (PL) foi reeleita deputada estadual no Rio Grande do Sul com 26.129 votos, menos que em 2022. Ela ficou na 53ª posição e ocupará uma das 12 cadeiras do partido. Para o novo mandato, pretende aproximar prefeitos da região de Bagé do governo estadual e cobrar a implementação de políticas voltadas às mulheres e às crianças.
Adriana Lara (PL) foi reeleita deputada estadual no domingo (4), com 26.129 votos, e garantiu a continuidade da representação de Bagé na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ela ficou na 53ª posição entre os eleitos e ocupará um novo mandato a partir da próxima legislatura.
A votação foi menor que a de 2022, quando recebeu 28.309 votos e chegou pela primeira vez ao Parlamento estadual. Naquela eleição, Lara se tornou a primeira mulher da região da Campanha Gaúcha a conquistar uma cadeira na Assembleia. Agora, segundo ela, a disputa foi “uma eleição dura”, com candidatos de outras regiões também buscando votos em Bagé.
A parlamentar afirmou que ficou grata pelo resultado e destacou que a cadeira do PL foi garantida por pouco. Ela obteve a 11ª das 12 vagas conquistadas pelo partido na Assembleia. “O quão é sofrido o jogo, isso mexe com a emoção. O importante é o resultado e permanecemos com essa cadeira para Bagé e para a nossa região”, disse.
Com a eleição de Zucco para o governo do Estado, Lara pretende atuar como interlocutora entre prefeitos da região e o Palácio Piratini. Ela afirmou que pretende dividir o trabalho entre a Assembleia, as prefeituras e o governo estadual. A ligação partidária com o futuro governador, segundo a deputada, poderá ajudar nessa articulação.
Entre os temas que pretende priorizar estão o combate à pedofilia, ao abuso infantil e ao feminicídio. Lara também disse que cobrará a implementação de políticas aprovadas pela Assembleia e que, segundo ela, ainda não funcionam plenamente. Durante a campanha, afirmou ter entregue a Zucco um manifesto com pedidos ligados a essas medidas.
Uma das iniciativas mencionadas é o Pró-Mulher, conjunto de ações para prevenir a violência contra mulheres e atender vítimas e seus filhos. Lara disse que a proposta precisa ser regulamentada para ser colocada em prática e afirmou que pediu ao futuro governador que avance na implementação. A regulamentação estabelece regras para orientar a execução de uma política pública aprovada em lei.
Outra prioridade é a lei Mulheres Chefes de Família Empreendedora. Segundo Lara, a legislação já foi sancionada, mas ainda não está funcionando efetivamente. A deputada pretende trabalhar para que essas políticas cheguem aos municípios e sejam aplicadas pelo próximo governo.
A reeleição também mantém a presença da família Lara na Assembleia. Adriana assumiu a cadeira depois da saída do irmão, Luís Augusto Lara, que exerceu quatro mandatos estaduais entre 1999 e 2019. Ele foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul em outubro de 2019, quando presidia a Assembleia, e ficou inelegível.
Com o novo mandato, a família chegará ao sexto período de um integrante no Parlamento estadual. Adriana, porém, afirma que considera a vaga uma representação regional, e não apenas familiar. Ela observou que a dispersão dos votos entre candidatos quase fez Bagé perder a cadeira: “Por um pouquinho quase a gente perde essa cadeira”.
Antes de ser eleita deputada, Lara foi vereadora em Bagé e presidiu a Câmara Municipal. Ela também disputou a prefeitura em 2012, pelo então PTB, e ocupou cargos de secretária municipal em diferentes gestões. Em sua trajetória política, também passou pelo PT.
Para entender
- Pró-Mulher
- Conjunto de medidas previsto para prevenir a violência contra mulheres e oferecer atendimento às vítimas e a seus filhos. A proposta mencionada na notícia depende de regulamentação para orientar sua aplicação.