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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Zig Festival tem morte de jovem investigada pela Polícia Civil

Pedro Higa Felizatto, de 28 anos, morreu após passar mal na Audio, em São Paulo; frequentadores relataram calor e lotação, ainda sem conclusão oficial.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Público chega a uma casa de shows em São Paulo durante a noite. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Público chega a uma casa de shows em São Paulo durante a noite.
Resumo em 30 segundos

Pedro Higa Felizatto morreu no domingo, horas depois de passar mal durante o Zig Festival, na casa de shows Audio, em São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita. A organização afirma que ele recebeu atendimento no evento e foi levado à Santa Casa. Relatos de frequentadores apontam calor, lotação e dificuldades de circulação.

Pedro Higa Felizatto, de 28 anos, morreu no domingo (11), horas depois de passar mal durante o Zig Festival, realizado na casa de shows Audio, na zona oeste de São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita; relatos de frequentadores apontam calor, lotação e problemas de ventilação no local, enquanto a organização afirma que prestou atendimento e colabora com as autoridades.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a morte foi confirmada pelo pai de Felizatto. Organizadores disseram que, por volta de 1h40, o jovem foi levado por um bombeiro civil ao posto médico do evento e atendido pelo médico responsável. Em seguida, uma ambulância de UTI o transportou à Santa Casa de São Paulo, onde chegou em menos de oito minutos.

A Santa Casa informou que Felizatto recebeu atendimento imediato e passou por manobras de ressuscitação, mas não resistiu. A organização lamentou a morte e declarou que está colaborando com a investigação. Em comunicado, também afirmou que não comentaria outros detalhes por respeito à família e ao trabalho das autoridades.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais nesta terça-feira. O portal Bunklr, onde Felizatto colaborava, publicou que ele estava sóbrio quando passou mal. Um engenheiro que estava no ambulatório da Audio relatou que o jovem chegou desacordado, pálido e com espuma na boca, carregado por funcionários e acompanhado de uma amiga. Segundo o relato, uma profissional de saúde perguntou se ele havia usado alguma substância; a acompanhante respondeu que ele estava sóbrio havia meses e havia comido e bebido pouco antes de desmaiar.

Frequentadores também relataram que o espaço ficou muito quente e cheio durante a noite, com ventilação insuficiente e poucas saídas abertas. Vídeos publicados nas redes mostram pessoas reunidas em um banheiro diante do palco, onde assistiam ao show da cantora Slayyyter, e vidros embaçados pelo calor. As condições descritas são relatos de pessoas que estiveram no evento e ainda não foram apresentadas como conclusões da investigação.

Ruan Coelho afirmou que o festival começou por volta das 17h sem grande concentração de público. Segundo ele, a pista do palco principal começou a lotar às 22h, horário em que Felizatto teria chegado, e a sensação de calor aumentou. Coelho disse que funcionários tentaram distribuir copos de água, mas o atendimento alcançou apenas as primeiras filas próximas ao palco.

O frequentador relatou que ele e amigos começaram a passar mal perto do show de Slayyyter, previsto para por volta das 3h, e saíram da pista em direção ao banheiro. Ele afirmou que o grupo teve dificuldade para deixar o local por causa da multidão e que as saídas de emergência estavam fechadas naquele momento. Segundo Coelho, alguns integrantes permaneceram no evento e disseram que, mesmo depois da abertura das saídas, ainda era difícil sair.

Publicações de frequentadores também apontaram problemas na área destinada a pessoas com deficiência, que, segundo os relatos, não estava sinalizada no mapa divulgado online e não contava com controle para impedir a entrada de pessoas sem deficiência. A organização não mencionou essas críticas na manifestação sobre o atendimento a Felizatto.

Antes da confirmação da morte, a página oficial da Zig havia publicado uma nota sobre as reclamações. A empresa lamentou os transtornos relatados e afirmou que seu compromisso é oferecer entretenimento com estrutura e cuidado, além de se definir como um espaço LGBTQIAPN+ para pessoas LGBTQIAPN+. A tia de Felizatto informou em uma publicação que o sepultamento ocorreu nesta terça-feira, no Cemitério da Paz Morumbi, em São Paulo.

Fontes: Folha de S.Paulo

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