Slayyyter encerra passagem pelo Brasil com show no Zig Festival
A cantora se apresentou na madrugada de domingo em São Paulo, após tocar no Rio; fãs relataram calor, lotação e dificuldade para circular na Audio.
Resumo em 30 segundos
Slayyyter encerrou sua passagem pelo Brasil com show na madrugada de domingo, no Zig Festival, em São Paulo. A apresentação na Audio foi marcada por calor, lotação e reclamações de fãs sobre a circulação e a visão limitada. O repertório destacou o álbum mais recente, e a cantora volta ao país no Lollapalooza Brasil, em 2027.
A cantora norte-americana Slayyyter encerrou sua passagem pelo Brasil com um show na madrugada deste domingo (11), no Zig Festival, em São Paulo. A apresentação ocorreu na Audio, na Barra Funda, diante de uma plateia que enfrentou calor e lotação para acompanhar a principal atração do evento.
O festival também recebeu shows de Rochelle Jordan e Inji. Na Audio, havia duas pistas grandes, uma menor e uma área externa, mas a maior parte do público se concentrou no salão em que Slayyyter tocou. Fãs relataram dificuldades para entrar e circular; algumas pessoas assistiram ao show perto dos banheiros, com visão limitada, embora tivessem pago o valor integral do ingresso.
A concentração do público e as poucas saídas disponíveis, segundo relatos publicados nas redes sociais, dificultaram a circulação. As reclamações descreviam o aperto e o calor durante a apresentação. Os ingressos do último lote chegaram a cerca de R$ 500, com taxas, e se esgotaram.
A passagem por São Paulo foi a segunda da artista pela cidade. Ela havia se apresentado no Cine Joia em 2022 e, na sexta-feira, fez um show na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, também como parte do Zig Festival. As buscas por Slayyyter no festival incluem dúvidas sobre apresentações nas duas cidades: ela tocou no Rio antes de encerrar a temporada brasileira em São Paulo.
A cantora, de 30 anos, vive o período de maior visibilidade de sua carreira após lançar, em março, “Wor$t Girl in America”, seu terceiro álbum de estúdio. O disco estreou na 22ª posição da Billboard 200, a melhor colocação dela na parada. Em abril, a apresentação da artista no Coachella, durante a tarde, reuniu uma multidão e ampliou a circulação de vídeos do show.
Slayyyter já contou em entrevistas que gravou o álbum em um momento em que pensava em deixar a música e perdia dinheiro com turnês. Antes do novo trabalho, era conhecida sobretudo por faixas de hyperpop, como “Daddy AF”, e por mudanças de estilo a cada disco, sem alcançar um grande sucesso comercial.
O álbum mais recente mistura electroclash e rap industrial, com distorções e produção mais pesada. Slayyyter descreveu essa sonoridade como “música de iPod”, em referência à variedade de artistas que ouvia no fim dos anos 2000, entre eles Lady Gaga, Madonna, M.I.A. e Lil Wayne.
Em São Paulo, o repertório foi dominado por “Wor$t Girl in America” e incluiu três músicas de “Wor$t Man in America”, álbum relacionado ao anterior e previsto para 4 de dezembro. A artista falou pouco entre as canções, mencionou sua passagem de 2022 pela cidade e disse “eu te amo” em português.
O show teve banda, projeções de trechos de videoclipes e iluminação de boate. A plateia cantou e pulou durante músicas mais intensas, como “Crank”, e faixas melódicas, entre elas “Unknown Loverz” e “Gas Station”. No encerramento, depois de um cover de “Birds”, da banda Turnstile, Slayyyter tocou “Brand New Chanel$” e “Beat Up Chanel$”; esta última foi misturada a trechos do funk “Toma Chá de Bucetada”, de Cacau Chuu e DJ Douglinhas.
A cantora está confirmada no Lollapalooza Brasil, marcado para março de 2027 no Autódromo de Interlagos. Charli XCX também aparece na escalação do festival.