SUVs elétricos e híbridos perdem menos valor que modelos a combustão
Levantamento compara preços de tabela de carros zero-quilômetro de 2025 com anúncios de usados de até 15 mil quilômetros e aponta diferenças por modelo.
Resumo em 30 segundos
Um levantamento da Indicata Brasil comparou preços de tabela de veículos zero-quilômetro ano-modelo 2025, em junho de 2026, com anúncios de usados de até 15 mil quilômetros. Entre os modelos avaliados, eletrificados tiveram perda média menor que SUVs a combustão. Os dados são de anúncios, não de valores efetivamente pagos.
Um levantamento da Indicata Brasil aponta que SUVs elétricos e híbridos tiveram desvalorização menor que alguns modelos a combustão no mercado brasileiro. A análise compara preços de tabela de veículos zero-quilômetro ano-modelo 2025, em junho de 2026, com anúncios de usados de até 15 mil quilômetros rodados.
Entre os eletrificados avaliados, o BYD Dolphin Mini GS de cinco lugares apresentou a menor diferença: custava R$ 119.990 na tabela e aparecia anunciado por R$ 111.049, queda de 7,5%. O SUV híbrido BYD Song Pro GL teve desvalorização de 8,5%, enquanto o hatch elétrico BYD Dolphin GS perdeu 14,2%.
O GWM Haval H6 One, também híbrido, passou de R$ 225 mil na tabela para R$ 184.020 nos anúncios de usados, redução de 18,2%. Considerados os três modelos da BYD e o Haval, a queda média foi de cerca de 10,1%.
A comparação inclui SUVs a combustão com resultados variados. O Volkswagen T-Cross Sense 1.0 TSI caiu 9,2%, de R$ 112.990 para R$ 102.612. Já o Hyundai Creta Limited 1.0 TGDI perdeu 21,5%: seu preço passou de R$ 173.390 para R$ 136.181.
O Jeep Compass Sport T270 teve redução de 22,2%, de R$ 174.990 para R$ 136.100. O Jeep Renegade Altitude T270 recuou 22,4%, de R$ 147.990 para R$ 114.867. A maior queda entre os modelos listados foi a do Chevrolet Tracker Premier 1.2 AT, de 28,5%, com o preço passando de R$ 180.740 para R$ 129.211. Nos cinco SUVs a combustão relacionados, a média foi de aproximadamente 20,8%.
Os percentuais não representam necessariamente quanto cada carro foi vendido. A Indicata acompanha preços anunciados, que podem diferir dos valores fechados em negociações por fatores como descontos, troca de veículo, forma de pagamento e acessórios. A ferramenta monitora cerca de 600 mil anúncios no país por dia, reunidos de mais de 70 fontes.
Em outra parte da análise, sobre SUVs com três anos de uso e 60 mil quilômetros rodados, os elétricos lideraram o valor de revenda entre os tipos de propulsão em 2026, depois de fortes quedas nos anos anteriores. Entre fevereiro e agosto, SUVs a diesel e híbridos leves, chamados de MHEV, tiveram as maiores desvalorizações nesse recorte.
A Indicata também identificou que os SUVs concentraram a maior redução nos preços anunciados nos quatro meses anteriores ao levantamento. A empresa relaciona o movimento, entre outros fatores, à concorrência de marcas chinesas no segmento e à disputa de preços: montadoras podem baixar o valor oficial dos modelos ou manter a tabela e oferecer descontos nas concessionárias.
Quando o preço de um carro novo cai ou passa a ter descontos maiores, o valor de referência de unidades usadas pode ser pressionado. Por isso, a diferença entre tabela e anúncio ajuda a acompanhar o mercado, mas não determina sozinha o preço final de um SUV híbrido ou elétrico usado.
Para entender
- Indicata Brasil
- Plataforma de inteligência de mercado e precificação de veículos seminovos e usados. Reúne anúncios de diferentes fontes para acompanhar preços e tendências do mercado automotivo.
- MHEV
- Sigla de híbrido leve. Esse sistema combina um motor a combustão com um pequeno motor elétrico, que auxilia em algumas situações, mas não costuma movimentar o veículo sozinho por longas distâncias.