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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Pimco vê espaço para alta dos rendimentos dos Treasuries

Dan Ivascyn prevê que o Fed mantenha os juros dos EUA neste mês e faça mais um ou dois aumentos antes de encerrar o ciclo de aperto monetário.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Documentos de títulos do Tesouro dos EUA ao lado de um terminal financeiro, com o Capitólio ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Documentos de títulos do Tesouro dos EUA ao lado de um terminal financeiro, com o Capitólio ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Dan Ivascyn, diretor de investimentos da Pimco, afirma que os rendimentos dos Treasuries ainda podem subir. A gestora espera que o Federal Reserve mantenha os juros inalterados no fim do mês e avalia que pode haver mais um ou dois aumentos. A alta dos títulos também traz riscos para setores sensíveis ao crédito, como o imobiliário.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, ainda podem subir, enquanto o Federal Reserve (Fed) deve manter os juros inalterados no fim deste mês e depois elevar a taxa uma ou duas vezes antes de encerrar o atual ciclo de aperto monetário. A avaliação foi feita nesta terça-feira por Dan Ivascyn, diretor de investimentos da Pimco, à margem de uma conferência.

Ivascyn disse que a expectativa da gestora é de ao menos mais um aumento ainda neste ano. A previsão considera o cenário atual de inflação e as sinalizações do comitê que define a política monetária americana, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Os rendimentos dos papéis de dez e 30 anos alcançaram, nas últimas duas semanas, seus maiores níveis em várias décadas. O movimento ocorreu em meio à venda de títulos por investidores, que passaram a considerar possíveis altas de juros do Fed nos próximos 12 meses. A elevação repentina dos preços do petróleo também reacendeu preocupações com a inflação.

O rendimento de um Treasury é o retorno que o investidor recebe pelo título. Em geral, quando os preços desses papéis caem no mercado, seus rendimentos sobem. Os títulos de longo prazo podem refletir as expectativas sobre juros e inflação ao longo do tempo, além da procura dos investidores por esses ativos.

Para Ivascyn, os títulos de prazo mais longo ainda podem absorver novas altas dos juros porque parte desse aperto já está incorporada aos preços. Ele apontou, porém, riscos para setores mais sensíveis ao custo do crédito, especialmente o imobiliário. Segundo o executivo, o segmento residencial já está fraco e a Pimco observa um enfraquecimento mais significativo em seus negócios ligados a imóveis comerciais.

O dirigente também comentou a atuação do presidente do Fed, Kevin Warsh. Ivascyn afirmou que Warsh pode avaliar diferentes explicações para a inflação, incluindo fatores relacionados à oferta e à inteligência artificial, e talvez prefira esperar antes de alterar a taxa básica. Ainda assim, disse que a inflação geral subiu acima das metas do banco central e tornou o cenário mais difícil de prever.

Ivascyn acrescentou que o comitê do Fed havia indicado a possibilidade de novo aperto antes de Warsh assumir a presidência. Por ser um presidente estreante, ele poderia evitar contrariar o grupo, segundo o executivo. A Pimco vê o Fomc inclinado a manter uma política mais restritiva até que haja maior clareza sobre a inflação.

Ivascyn espera que Warsh preserve a independência nas decisões sobre juros e sobre o balanço patrimonial do Fed, que reúne ativos e passivos do banco central. Ele também prevê redução na comunicação da instituição, uma mudança que, na avaliação do executivo, os mercados precisarão incorporar.

Para entender

Treasuries
São títulos de dívida emitidos pelo Tesouro dos Estados Unidos. Seus rendimentos representam o retorno para quem investe e podem variar no mercado: em geral, quando o preço de um título cai, seu rendimento sobe.
Fomc
O Comitê Federal de Mercado Aberto é o órgão do Federal Reserve que define a política monetária dos Estados Unidos, incluindo as decisões sobre a taxa básica de juros.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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