PL articula Rogério Amorim para presidir Câmara do Rio em 2027
A eleição da Mesa Diretora será em 15 de dezembro; o partido calcula reunir 18 votos, enquanto o PSD, maior bancada da Casa, também deve disputar o comando.
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O PL articula uma chapa liderada pelo vereador Rogério Amorim para disputar a presidência da Câmara Municipal do Rio no biênio 2027/2028. A eleição está marcada para 15 de dezembro. A legenda tem oito vereadores e estima reunir 18 votos, enquanto nomes do PSD e de outros partidos também são cogitados.
O Partido Liberal (PL) articula uma chapa para disputar a presidência da Câmara Municipal do Rio de Janeiro no biênio 2027/2028, com o vereador Rogério Amorim como candidato. A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para 15 de dezembro, e a sigla negocia apoio de outras bancadas para tentar superar o PSD, que tem a maior representação da Casa.
O PL possui oito vereadores e calcula que pode reunir 18 votos para sua candidatura. A Câmara tem 51 integrantes. Para abrir a votação, é preciso haver pelo menos 26 vereadores presentes; a escolha é feita por maioria simples dos participantes, e a vitória pode exigir ao menos 14 votos favoráveis, conforme o número de presentes.
Amorim, líder da bancada do PL, disse estar disposto a abrir mão de uma eventual vaga na Assembleia Legislativa do Rio caso o partido considere prioritária sua candidatura à presidência da Câmara. Ele afirmou que a legenda quer “libertar o Rio de Janeiro do grupo político do Eduardo Paes” e atribuiu a insatisfação de vereadores e deputados com o ex-prefeito à sua atuação durante a campanha ao governo estadual.
O atual presidente da Câmara, Carlo Caiado, e o primeiro-secretário, Rafael Aloisio Freitas, ambos do PSD, também são apontados como possíveis concorrentes. Jorge Felippe, do PP, aparece entre os nomes cogitados. Ele é suplente e já presidiu o Legislativo municipal por 12 anos. Átila Nunes também foi citado nas articulações, assim como Diego Vaz, secretário municipal de Conservação, que está no Executivo desde 2025 e não tem experiência no Legislativo.
Uma possibilidade discutida por vereadores seria Caiado disputar novamente, apesar de o Regimento Interno permitir apenas uma reeleição. O argumento seria que a mudança de prefeito, com Eduardo Cavaliere no cargo, abriria uma brecha para a candidatura. A interpretação é mencionada por um vereador ligado ao grupo de Eduardo Paes; não há indicação de que a Câmara tenha decidido sobre a questão.
Também foi aventada a hipótese de Leniel Borel, eleito para a Câmara dos Deputados, renunciar ao mandato municipal para que Felippe, como suplente, assumisse e pudesse concorrer à presidência. Felippe, porém, declarou que seu candidato é Caiado. Borel e Caiado não responderam às tentativas de contato.
As conversas ocorrem em meio à disputa por influência política na capital. O PL pretende usar a presidência da Câmara como parte de uma estratégia para as eleições municipais de 2028, quando espera lançar um candidato competitivo contra Cavaliere, apontado como provável candidato à reeleição. A legenda considera a prefeitura importante para ampliar sua presença política e reduzir a influência de Paes.
Felippe está encarregado de aproximar vereadores do Rio do governador eleito Douglas Ruas, do PL. Ele convidou parlamentares para um café da manhã na semana seguinte, com o objetivo de discutir demandas para a cidade e encaminhá-las ao novo governador. A composição final da chapa que Amorim lidera ainda está em negociação.