Pazolini e Ferraço disputam segundo turno no Espírito Santo
Com 99,62% das seções apuradas, Pazolini teve 49,65% dos votos e Ferraço, 34,07%; nenhum alcançou a maioria necessária para vencer no primeiro turno.
Resumo em 30 segundos
Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço disputarão o segundo turno para o governo do Espírito Santo, em 25 de outubro. Com 99,62% das seções apuradas, Pazolini somava 49,65% dos votos e Ferraço, 34,07%. Helder Salomão ficou em terceiro, com 15,31%. A campanha opôs a defesa da continuidade do governo à proposta de renovação política.
Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) disputarão o segundo turno da eleição para o governo do Espírito Santo, marcado para 25 de outubro. Na votação deste domingo (4), com 99,62% das seções apuradas, Pazolini obteve 49,65% dos votos, cerca de 1,044 milhão, e Ferraço, 34,07%, aproximadamente 716,6 mil. Como nenhum dos dois alcançou mais da metade dos votos válidos, a definição ficou para a segunda etapa.
Helder Salomão (PT) terminou em terceiro, com 15,31% dos votos, ou 321,9 mil. Breno Barcelos (Missão) recebeu 0,85%, e Rafael Demuner (UP), 0,13%. Os percentuais foram registrados quando ainda faltava concluir a apuração de parte das seções.
Ferraço, atual governador, assumiu o cargo em abril, após a renúncia de Renato Casagrande (PSB), que deixou o governo para concorrer ao Senado. Vice-governador até então, o emedebista passou a comandar o Palácio Anchieta e construiu sua candidatura em torno da continuidade da gestão de Casagrande.
Pazolini deixou a Prefeitura de Vitória no início de abril para concorrer ao governo. Ele havia sido reeleito prefeito da capital em 2024 e, durante a campanha estadual, buscou ampliar sua articulação no interior. Seu discurso também destacou a renovação política e a possibilidade de levar ao estado iniciativas adotadas na capital.
Os dois candidatos chegam ao segundo turno após uma campanha marcada por estratégias distintas. Ferraço evitou concentrar a disputa na polarização nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), e contou com apoio de prefeitos. Um levantamento publicado em setembro indicou que 65 dos 78 prefeitos capixabas declararam apoio ao governador; Pazolini tinha dois apoios de prefeitos declarados naquele levantamento.
Pazolini aproximou sua candidatura do campo da direita e declarou apoio a Flávio Bolsonaro em julho. Dias depois, o senador participou de um evento do PL no Espírito Santo e manifestou apoio ao republicano. A chapa de Pazolini tem Eliane Leal (PL) como candidata a vice-governadora, composição que reuniu Republicanos e PL no estado.
A campanha também teve disputas na Justiça Eleitoral. Em setembro, uma decisão liminar determinou a suspensão de propagandas televisivas de Ferraço que não mencionavam o candidato a vice, Camillo Neves (PP). A representação foi apresentada pela coligação de Pazolini. No mesmo mês, o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) determinou a suspensão de uma propaganda de Pazolini no rádio por não identificar a coligação e os partidos da chapa, após pedido da coligação de Ferraço.
As pesquisas divulgadas durante a campanha apresentaram resultados diferentes sobre a distância entre os candidatos. Em agosto, um levantamento da Quaest apontou Ferraço com 35% das intenções de voto e Pazolini com 28%; no mesmo mês, o Paraná Pesquisas indicou 39% para o republicano e 38,2% para o emedebista, em empate técnico dentro da margem de erro. Em setembro, a AtlasIntel mostrou Pazolini à frente, enquanto o Real Time Big Data apontou Ferraço com 43% e o adversário com 33% no primeiro turno.
A votação de 25 de outubro decidirá quem governará o Espírito Santo. Ferraço tentará manter o cargo que assumiu neste ano, enquanto Pazolini buscará transferir para o estado a votação obtida na capital e o apoio conquistado durante a campanha.