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Domingo, 4 de outubro de 2026

Michelle Bolsonaro é eleita senadora pelo Distrito Federal

Com 93,16% das urnas apuradas, Bia Kicis aparecia em segundo lugar na disputa pelas duas vagas; esta será a primeira função eletiva de Michelle.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Mulher faz um gesto de coração diante de uma escola usada como local de votação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Mulher faz um gesto de coração diante de uma escola usada como local de votação.
Resumo em 30 segundos

Michelle Bolsonaro foi eleita senadora pelo Distrito Federal, sua primeira conquista de um cargo eletivo. Com 93,16% das urnas apuradas, Bia Kicis aparecia em segundo lugar na disputa pela outra vaga. Durante a votação, Michelle foi vaiada e xingada e depois publicou uma nota sobre o episódio. Na campanha, houve divergências com integrantes da família Bolsonaro e do PL.

Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita neste domingo senadora pelo Distrito Federal, em sua primeira conquista de um cargo eletivo. A confirmação ocorreu por volta das 18h32, quando ela tinha 28,98% dos votos; com 93,16% das urnas apuradas, Bia Kicis (PL) aparecia em segundo lugar, com 27,4% dos votos válidos, na disputa pela outra vaga.

Michelle chegou à votação acompanhada de Bia Kicis e da candidata ao governo do Distrito Federal Celina Leão (PP). Na seção eleitoral, em uma escola no Lago Norte, eleitores vaiaram e xingaram a ex-primeira-dama enquanto ela aguardava na fila. Em resposta, Michelle fez um gesto de coração e disse: “te amo em Jesus Cristo”.

Depois, ela publicou uma nota em que citou ensinamentos bíblicos sobre amar e fazer o bem aos inimigos. Michelle afirmou que aquela era sua resposta às “agressões verbais” no local de votação de Bia Kicis e pediu respeito e tolerância entre pessoas com opiniões políticas diferentes.

Ao longo da campanha, Michelle disse que decidiu concorrer após receber uma “missão” do marido, Jair Bolsonaro (PL), que cumpre em casa pena de prisão pela participação na trama golpista de 8 de janeiro de 2023. Ela prometeu atuar por temas como os direitos das mulheres e das pessoas com deficiência e também defendeu a soltura do ex-presidente e de pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro.

A candidatura foi marcada por divergências dentro da família Bolsonaro e do PL. Em junho, Michelle publicou um vídeo em que acusou o enteado Flávio Bolsonaro, candidato do partido à Presidência, de desrespeitá-la e de tratá-la com rispidez ao telefone. Segundo ela, Flávio teria dito que deveria ficar fora das decisões partidárias por não entender de política.

A discussão também envolveu a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB), candidato ao governo do Ceará. Michelle criticou a articulação e afirmou que Flávio e os irmãos Carlos e Eduardo Bolsonaro fizeram ataques coordenados contra ela, sem conversar antes. Flávio pediu desculpas e a convidou a participar da campanha; Michelle pediu votos para ele, mas não compareceu ao lançamento da candidatura nem ao ato de 7 de setembro.

Michelle também tentou apoiar a candidatura ao Senado de Priscila Costa, sua aliada e vice no comando do PL Mulher. O presidente do diretório estadual do partido, André Fernandes, manteve, porém, o apoio a Alcides Fernandes, seu pai. Nos dias seguintes à publicação do vídeo sobre Flávio, Michelle deixou a presidência do PL Mulher e indicou que poderia desistir da disputa para se dedicar aos cuidados do marido.

A ex-primeira-dama liderava as pesquisas eleitorais citadas durante a campanha. No levantamento Datafolha divulgado na véspera do primeiro turno, ela tinha 30% das intenções de voto. Bia Kicis registrava 24%, empatada dentro da margem de erro com Leila do Vôlei (PDT), que aparecia com 21% e também estava em empate técnico com Erika Kokay (PT), igualmente com 21%.

O mandato no Senado será o primeiro cargo eletivo de Michelle. A eleição para a Casa legislativa renova dois terços das cadeiras a cada quatro anos, e cada eleitor pode escolher dois candidatos quando duas vagas estão em disputa.

Para entender

Senado Federal
O Senado é uma das duas casas do Congresso Nacional e representa os estados e o Distrito Federal. Cada unidade da Federação elege três senadores; os mandatos duram oito anos, e a renovação das cadeiras ocorre alternadamente, em uma eleição são disputadas uma vaga e, na seguinte, duas.

Fontes: O Globo, Valor Econômico

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