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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Menina usa sinal de socorro com a mão e homem é preso em Curitiba

A testemunha reconheceu o gesto e buscou ajuda em um posto de gasolina; o suspeito foi detido em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Mão fazendo o sinal discreto de pedido de socorro, com uma rua urbana desfocada ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Mão fazendo o sinal discreto de pedido de socorro, com uma rua urbana desfocada ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Uma menina pediu ajuda discretamente com o sinal de socorro feito com a mão após ser abordada na rua, em Curitiba. Uma testemunha menor de idade percebeu o gesto e chamou a Guarda Municipal, que prendeu o suspeito em flagrante. O homem usava tornozeleira eletrônica por uma condenação anterior por estupro de vulnerável.

Uma menina conseguiu pedir ajuda ao fazer o sinal de socorro com a mão após ser abordada por um homem na rua, na sexta-feira (9), em Curitiba. O suspeito foi preso em flagrante pela Guarda Municipal, no bairro Butiatuvinha, por tentativa de estupro de vulnerável, informou a Polícia Civil do Paraná.

Segundo a polícia, uma testemunha menor de idade percebeu o gesto e foi buscar ajuda em um posto de gasolina. A Guarda Municipal foi chamada e prendeu o homem. O nome dele não foi divulgado.

O suspeito usava tornozeleira eletrônica por uma condenação por estupro de vulnerável em um caso investigado em 2016, de acordo com a polícia. A ficha dele também registra uma ocorrência por ato obsceno em 2025, em Colombo, município próximo a Curitiba. Na ocasião, foi firmado um termo circunstanciado, procedimento encaminhado à Justiça.

O sinal de socorro é feito em três movimentos: a pessoa ergue uma mão com a palma voltada para fora, dobra o polegar sobre a palma e fecha os demais dedos por cima dele. O gesto pode ser usado discretamente para indicar que alguém está em risco e precisa de ajuda.

A iniciativa foi criada em 2020 pela Canadian Women’s Foundation, organização não governamental canadense voltada à proteção de mulheres. O sinal ganhou reconhecimento internacional e pode ser usado por pessoas de diferentes idades. Quem identifica o gesto pode procurar a pessoa com cuidado e acionar as forças de segurança.

O caso de Curitiba ocorre após outro resgate de uma criança que usou um sinal discreto para chamar a atenção de um agente. Na semana passada, uma menina de dez anos desaparecida desde 20 de setembro foi localizada em Praia Grande, no litoral paulista, depois de piscar para um policial enquanto estava com o pai. Ele era suspeito de sequestrá-la após agredir a ex-companheira, em Barueri, na Grande São Paulo.

O sinal com a mão não substitui o acionamento dos serviços de emergência, mas pode permitir que uma pessoa comunique perigo sem falar, especialmente quando não consegue pedir ajuda em voz alta. Se houver risco imediato, quem percebe a solicitação pode chamar a polícia ou a Guarda Municipal e informar o local, evitando confrontar diretamente o suspeito.

Em março de 2026, dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram aumento nos relatos de estupro entre estudantes de 13 a 17 anos. Em 2024, 8,8% dos alunos nessa faixa etária disseram ter sido vítimas, alta de 2,5 pontos percentuais em relação a 2019. O índice foi de 11,7% entre meninas e de 9,3% entre estudantes da rede pública.

Para entender

Sinal de socorro
O gesto foi criado em 2020 pela Canadian Women’s Foundation para permitir que uma pessoa indique discretamente que está em risco. É feito com a palma voltada para fora, o polegar dobrado sobre a palma e os demais dedos fechados por cima dele.

Fontes: Estadão

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