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Sábado, 10 de outubro de 2026

Mahmoud Abbas marca eleições palestinas para setembro de 2027

A votação presidencial e legislativa será realizada no mesmo dia, após o adiamento do pleito legislativo previsto para novembro de 2026.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urnas e cabines sendo preparadas em um local de votação palestino. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urnas e cabines sendo preparadas em um local de votação palestino.
Resumo em 30 segundos

Mahmoud Abbas anunciou que as eleições presidenciais e legislativas palestinas ocorrerão em 11 de setembro de 2027. O pleito legislativo estava previsto para novembro de 2026. A presidência palestina atribuiu a mudança a obstáculos israelenses e à necessidade de criar condições para a votação. As últimas eleições legislativas foram realizadas em 2006.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, anunciou neste sábado que as eleições presidenciais e legislativas serão realizadas em 11 de setembro de 2027. O novo calendário adia em quase um ano a votação para o Legislativo, antes prevista para 28 de novembro de 2026, e reúne os dois pleitos na mesma data, em território palestino.

As eleições presidenciais estavam programadas para o início de 2027. Em comunicado, a presidência palestina atribuiu a mudança a “obstáculos impostos pelas medidas israelenses” e à necessidade de estabelecer condições políticas, de segurança e logísticas para uma votação que, segundo o órgão, seja “livre, justa e inclusiva”.

Autoridades palestinas disseram nesta semana que Israel impedia coordenadores eleitorais de chegar a Jerusalém Oriental e à Faixa de Gaza. A presidência não detalhou no anúncio como o novo cronograma resolveria essas dificuldades. A convocação das eleições legislativas está entre as reformas cobradas pela comunidade internacional.

Na quarta-feira, representantes de quatro facções palestinas reunidos no Cairo, entre eles integrantes do Fatah, partido de Abbas, e do Hamas, concordaram em começar um “diálogo nacional”. Uma fonte próxima às negociações afirmou que as facções também pediram o adiamento da votação.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, acusou na sexta-feira a ANP de “enganar a comunidade internacional” ao preparar a mudança do calendário. A declaração foi uma reação às tratativas sobre o adiamento.

Abbas, de 90 anos, venceu a eleição presidencial de 2005 para um mandato de quatro anos, que deveria ter terminado em 2009. Desde então, não houve outra eleição presidencial, e ele governa por decretos. A continuidade no poder sem novas eleições é alvo de críticas internas e externas.

O adiamento também ocorre após uma tentativa anterior de organizar eleições. Em 2021, Abbas convocou pleitos legislativos e presidenciais, mas eles foram postergados sob a justificativa de que não havia garantias para a votação em Jerusalém Oriental, anexada por Israel.

As últimas eleições legislativas foram realizadas em 2006 e vencidas pelo Hamas, que governa Gaza. O Fatah controla a ANP, responsável pela administração de partes da Cisjordânia ocupada. A disputa entre os dois movimentos se aprofundou após a ruptura, em 2007; desde então, o Conselho Legislativo Palestino, equivalente ao Parlamento, não voltou a se reunir.

Para entender

Autoridade Nacional Palestina
A ANP foi criada no contexto dos acordos de paz entre israelenses e palestinos na década de 1990. Administra partes da Cisjordânia, mas não exerce controle sobre todos os territórios reivindicados pelos palestinos.
Fatah e Hamas
São movimentos palestinos rivais. O Fatah é a principal força política ligada à Autoridade Nacional Palestina, enquanto o Hamas venceu as eleições legislativas de 2006 e passou a governar a Faixa de Gaza.

Fontes: O Globo, Zero Hora

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