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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Leandro de Souza fará quimioterapia antes de retirar bexiga e próstata

O influenciador deve iniciar de quatro a seis sessões em cerca de 20 dias; a cirurgia está prevista para 2027, após câncer atingir o músculo da bexiga.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Sala de atendimento hospitalar preparada para uma consulta sobre tratamento de câncer. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Sala de atendimento hospitalar preparada para uma consulta sobre tratamento de câncer.
Resumo em 30 segundos

Leandro de Souza informou que foi diagnosticado com câncer agressivo na bexiga, que atingiu o músculo do órgão. Após uma cirurgia para retirar o tumor, ele deve fazer de quatro a seis sessões de quimioterapia antes de uma operação prevista para 2027, que removerá a bexiga e a próstata. A equipe pretende reconstruir a bexiga com tecido intestinal.

O influenciador Leandro de Souza, conhecido por ter sido considerado o “homem mais tatuado do Brasil”, informou que foi diagnosticado com câncer agressivo na bexiga e precisará retirar o órgão e a próstata. Morador de Bagé, no Rio Grande do Sul, ele passou por uma cirurgia para remover um tumor em 16 de setembro e deve iniciar quimioterapia antes de uma nova operação, prevista para 2027.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Leandro afirmou que a biópsia do tumor mostrou que a doença atingiu o músculo da bexiga. Exames de tomografia, segundo ele, não apontaram sinais de que o câncer tenha se espalhado para outras partes do organismo.

A primeira cirurgia ocorreu no Centro Regional de Oncologia do Hospital de Caridade e Beneficência de Cachoeira do Sul. O tumor removido media cerca de sete por oito centímetros e pesava aproximadamente 61 gramas, de acordo com o influenciador. Antes do procedimento, ele havia relatado que a massa tinha cerca de seis por cinco centímetros.

A próxima etapa, segundo o plano informado por Leandro, é fazer de quatro a seis sessões de quimioterapia ao longo de aproximadamente três meses. Ele espera começar o tratamento em cerca de 20 dias. A cirurgia seguinte deve durar por volta de seis horas, e o influenciador prevê que ficará na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) durante parte da recuperação.

Leandro disse que a equipe pretende reconstruir a bexiga com uma parte do intestino. A retirada cirúrgica da bexiga é chamada de cistectomia. Quando o órgão é removido, a urina precisa ser direcionada para fora do corpo ou para uma estrutura criada com tecido intestinal; o método depende da avaliação médica e do caso de cada paciente. No caso dele, a próstata também deverá ser retirada.

Após a operação, Leandro prevê passar por outra etapa de quimioterapia. As datas e os detalhes do procedimento poderão ser definidos conforme a evolução do tratamento e a avaliação da equipe médica.

O tumor foi identificado em 11 de agosto, durante uma avaliação antes de uma sessão de remoção de tatuagens no rosto. O procedimento estético foi adiado após a descoberta. O biomédico Giancarlo Pincelli, que identificou o tumor durante a triagem, afirmou que o médico descartou relação entre a remoção das tatuagens e o câncer.

Leandro tinha mais de 170 tatuagens e chegou a cobrir 95% do corpo. A marca foi registrada em um evento internacional realizado em Santa Rosa, no noroeste gaúcho. Ele vinha fazendo sessões para remover desenhos do rosto.

O diagnóstico de câncer ocorreu após outro problema de saúde. Em junho, o influenciador recebeu diagnóstico de insuficiência renal. Ele havia se mudado para Petrolina, em Pernambuco, em fevereiro, para estudar teologia com uma bolsa no Seminário Evangélico Betânia. A previsão era cursar quatro anos, mas ele retornou ao Rio Grande do Sul depois de concluir um semestre, para dar continuidade ao tratamento.

Para entender

Cistectomia
É o nome técnico da cirurgia para retirar a bexiga. Depois da remoção, a urina precisa ser conduzida para fora do corpo ou armazenada em uma estrutura criada com tecido intestinal. A técnica adequada depende da avaliação médica e das condições de cada paciente.

Fontes: Zero Hora

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