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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Estudantes do Mackenzie fazem ato por Flávio com coro transfóbico

Manifestação ocorreu na rua Maria Antônia, em São Paulo; apoiadores dirigiram ofensa à deputada Erika Hilton enquanto Lucas Pavanato discursava.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Manifestantes se reúnem em uma rua diante da entrada de uma universidade em São Paulo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Manifestantes se reúnem em uma rua diante da entrada de uma universidade em São Paulo.
Resumo em 30 segundos

Estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie realizaram um ato em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, na rua Maria Antônia, em São Paulo. Durante o discurso do deputado eleito Lucas Pavanato, apoiadores entoaram um coro transfóbico contra Erika Hilton. O parlamentar pediu calma e afirmou que não havia dito nada que justificasse uma denúncia.

Estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie fizeram nesta quarta-feira (14), na rua Maria Antônia, em São Paulo, um ato de apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Durante a manifestação, participantes entoaram um coro transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), enquanto o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), que convocou o ato, discursava.

Pavanato citou uma entrevista em que Hilton disse não ter nada em comum com ele e com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). “Nós temos sim algo em comum”, afirmou. Em seguida, apoiadores gritaram: “Au, au, au, a Erika tem pau”. Pavanato não acompanhou o coro e pediu calma aos manifestantes.

Questionado sobre a possibilidade de ser denunciado por transfobia, o deputado eleito respondeu: “Por quê? Só o que falei foi que temos algo em comum, e é verdade. Todos os seres humanos têm algo em comum, e nós dois somos deputados, mas eu fui mais votado do que ela.”

O ato ocorreu em frente à entrada do Mackenzie e à antiga sede da Universidade de São Paulo (USP). O local foi palco, em 1968, de confrontos entre estudantes das duas instituições, em meio à ditadura militar. Durante a manifestação desta quarta, alguns oradores fizeram referências favoráveis ao regime. Participantes também criticaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disseram que jovens de direita pretendem “retomar as universidades” da esquerda.

A manifestação ocorreu em meio a mobilizações de apoiadores de Lula e de Flávio no segundo turno. No primeiro turno, realizado no último dia 4, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula. Na terça-feira (13), houve atos pró-Lula em Brasília, São Paulo e ao menos outras nove capitais; nesta quarta, movimentos sociais se reuniram em Goiânia e Florianópolis em apoio ao presidente.

O Mackenzie havia proibido manifestações partidárias em seu campus de Higienópolis no último dia 6. A instituição informou que tomou conhecimento, pelas redes sociais, de eventos convocados sem autorização prévia e decidiu não permitir atos desse tipo nas dependências do campus. A reitoria justificou a medida pela necessidade de zelar pela segurança e pelo bem-estar da comunidade universitária.

A regra anunciada pela universidade se refere às dependências do campus. O ato desta quarta foi realizado na rua Maria Antônia, em frente à entrada da instituição.

Para entender

Rua Maria Antônia
A rua, na região central de São Paulo, foi palco de confrontos entre estudantes do Mackenzie e da Universidade de São Paulo em 1968, durante a ditadura militar. O episódio ficou conhecido como Batalha da Maria Antônia.

Fontes: Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo

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