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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Cleitinho negocia saída para dívida de Minas Gerais com a União

O débito estadual é estimado em quase R$ 190 bilhões; entre as alternativas estão investimentos federais, negociação de ativos e prazo maior para pagar.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Prédio público em Belo Horizonte e documentos sobre uma mesa de trabalho. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Prédio público em Belo Horizonte e documentos sobre uma mesa de trabalho.
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O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, pretende negociar com o próximo presidente uma solução para a dívida estadual com a União, estimada em quase R$ 190 bilhões. As opções incluem converter parcelas em investimentos federais, negociar ativos e ampliar o prazo de pagamento. Ele também promete rever despesas e descarta privatizar a Cemig.

O governador eleito de Minas Gerais, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), afirmou que pretende negociar com o próximo presidente da República uma saída para a dívida do Estado com a União, estimada em quase R$ 190 bilhões. Ele disse que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, se comprometeu a tratar do tema e que, se Luiz Inácio Lula da Silva for reeleito, buscará diálogo com o petista assim que assumir o governo mineiro.

Entre as alternativas em discussão está converter parte das parcelas da dívida em investimentos federais em Minas Gerais. Cleitinho também considera negociar ativos estaduais e pedir mais prazo para pagar o débito, segundo o vice-governador eleito, Gabriel Falcão (Republicanos). As propostas ainda dependem de negociação com o governo federal.

A dívida com a União é um dos principais desafios fiscais do Estado. O tamanho do débito limita a margem do governo para direcionar recursos a outras despesas, enquanto o pagamento e as condições de renegociação dependem de acordos com a União. Cleitinho não detalhou quais ativos poderiam ser negociados nem apresentou um cronograma para as tratativas.

O governador eleito também prometeu reduzir despesas estaduais por meio de uma reforma administrativa. Disse que pretende revisar cargos comissionados, contratos e isenções fiscais para identificar gastos que possam ser cortados sem afetar os serviços à população. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais estima que o déficit do orçamento estadual neste ano seja de R$ 5,22 bilhões.

“Revisando contrato, vendo onde que tem mal uso e desperdício de dinheiro público”, afirmou Cleitinho ao explicar a proposta. Ele disse que a análise deve alcançar secretarias e contratos firmados por administrações anteriores, mas não especificou quantos cargos pretende eliminar nem quais benefícios fiscais seriam revistos.

Cleitinho confirmou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial e afirmou que o PL participará das conversas sobre a composição do futuro governo mineiro. A candidatura do deputado estadual Flávio Roscoe pelo partido em Minas foi lançada após o Republicanos não escolher Cleitinho como candidato, segundo o senador. Ele disse que pretende dialogar também com adversários da disputa estadual, entre eles Roscoe e o atual governador, Mateus Simões.

Apesar da proposta de avaliar empresas estaduais, Cleitinho e Falcão descartaram a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Falcão afirmou que a empresa é superavitária e tem uma estrutura consolidada. Outras companhias poderão ser analisadas durante a transição, cujas reuniões devem começar no dia 21.

No Senado, Cleitinho defende a aprovação da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Ele afirmou que Flávio Bolsonaro disse que votará a favor caso a proposta chegue ao plenário, mas relatou que Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, trabalha para adiar a votação. A decisão de pautar a matéria cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A escala 6x1 prevê seis dias de trabalho para um de descanso. Uma mudança nesse regime depende de votação no Congresso e, por se tratar de proposta de emenda à Constituição, exige aprovação em dois turnos na Câmara e no Senado, com apoio de três quintos dos parlamentares em cada etapa.

Fontes: Valor Econômico, O Globo

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