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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Bolsa Família tem reajuste de 15% anunciado perto da eleição

Especialistas divergem sobre possível abuso de poder político; o Pé-de-Meia universitário e medidas para MEIs também foram anunciados na reta final da campanha.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa consulta documentos e um cartão sobre a mesa, com uma cena eleitoral desfocada ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa consulta documentos e um cartão sobre a mesa, com uma cena eleitoral desfocada ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O anúncio de um reajuste de 15% no Bolsa Família perto do primeiro turno gerou debate sobre o uso político de medidas econômicas. Uma especialista vê possível abuso de poder, enquanto outro avalia que as iniciativas não violam a lei eleitoral. Entre os anúncios está uma proposta de Pé-de-Meia para universitários, condicionada à eleição de Lula.

O anúncio de um reajuste de 15% no Bolsa Família e de novas medidas econômicas perto do primeiro turno da eleição provocou debate entre especialistas em direito eleitoral sobre possível uso político de ações do governo. As iniciativas foram apresentadas nos dias finais da campanha, período em que a legislação restringe determinadas condutas de agentes públicos para evitar desequilíbrio entre candidatos.

A advogada e professora de Direito Eleitoral Francieli Campos avalia que a concentração de anúncios pode configurar abuso de poder político e afetar a disputa. Além do reajuste do Bolsa Família, ela citou o Pé-de-Meia para universitários, anunciado na terça-feira, e um pacote voltado a microempreendedores individuais (MEIs).

Já Fernando Neisser, professor de Direito Eleitoral da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, considera que as medidas anunciadas até agora não violam a legislação. Sobre o pacote para MEIs, afirmou que se trata de uma promessa que ainda depende de aprovação do Congresso e cuja implementação ocorreria apenas no ano que vem. O artigo 73 da Lei das Eleições estabelece condutas vedadas a agentes públicos durante o período eleitoral.

Neisser lembrou que, em 2022, Jair Bolsonaro anunciou o vale-caminhoneiro. Na ocasião, a medida foi amparada pela lei de emergência da pandemia, que permitia a criação de programas. Especialistas apontam que a responsabilização posterior de um governante pode ser limitada, pois é difícil comprovar irregularidades desse tipo.

A professora Clarissa Maia, integrante da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, afirma que as proibições existentes não cobrem todas as formas de uso da estrutura administrativa em benefício de quem disputa a reeleição. Para ela, a adoção da reeleição no país deixou lacunas no sistema.

O Pé-de-Meia universitário foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma proposta para o próximo mandato, caso seja eleito. O plano prevê pagamentos mensais de R$ 700 durante dez meses e um depósito anual de R$ 2.500, que poderia ser sacado após a conclusão do curso. A iniciativa seria destinada a estudantes de universidades públicas e bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni) inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa.

Segundo o senador Camilo Santana, o programa começaria de forma escalonada e teria custo inicial de R$ 4,6 bilhões por ano. O Pé-de-Meia já existente atende estudantes de baixa renda do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com auxílio financeiro e uma poupança para incentivar a permanência na escola.

Para entender

Artigo 73 da Lei das Eleições
O artigo 73 da Lei nº 9.504/1997 lista condutas vedadas a agentes públicos em campanhas eleitorais, para preservar a igualdade entre candidatos. Entre as regras estão restrições ao uso de bens, serviços e recursos públicos em benefício de candidaturas.
Pé-de-Meia
Programa federal de incentivo financeiro-educacional voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio público, incluindo a Educação de Jovens e Adultos. A proposta mencionada na notícia é uma ampliação para universitários e ainda depende de implementação.
CadÚnico
O Cadastro Único reúne informações sobre famílias de baixa renda no Brasil e é utilizado pelo governo federal para identificar o público de programas sociais. Estar inscrito pode ser um critério de acesso a benefícios, mas não garante automaticamente a concessão.

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo, Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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