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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Baleia atinge iate no Pacífico Sul e provoca naufrágio da embarcação

Quatro pessoas ficaram à deriva por mais de 18 horas após abandonar o Tai Tam; equipes de resgate as localizaram e retiraram do mar.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Iate danificado e balsa salva-vidas no Pacífico Sul, com um navio ao longe. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Iate danificado e balsa salva-vidas no Pacífico Sul, com um navio ao longe.
Resumo em 30 segundos

Uma baleia atingiu o iate Tai Tam em 26 de setembro, durante uma viagem de Fiji à Nova Zelândia. A embarcação sofreu danos e começou a afundar, levando quatro pessoas a abandoná-la em botes. Após passarem a noite no mar, elas foram resgatadas por um navio porta-contêineres e uma embarcação particular, com apoio aéreo da Nova Zelândia.

Uma baleia atingiu o iate Tai Tam no Oceano Pacífico Sul em 26 de setembro, danificou o leme e provocou uma entrada de água que acabou levando ao naufrágio da embarcação. Jemma e Jeremy Cooper e dois tripulantes ficaram à deriva por mais de 18 horas, até serem resgatados por um navio porta-contêineres e uma embarcação particular, segundo a Força Aérea Real da Nova Zelândia.

O grupo seguia de Nadi, em Fiji, para Opua, cidade portuária da Nova Zelândia. A viagem, de cerca de 1.100 milhas náuticas — aproximadamente 2 mil quilômetros — deveria durar entre seis e oito dias. O impacto ocorreu no quarto dia, depois de o iate percorrer cerca de 600 milhas náuticas, ou 1.100 quilômetros.

Jemma, de 57 anos, estava no leme quando ouviu um forte estrondo e foi jogada para bombordo, o lado esquerdo da embarcação, considerado na direção da proa. O leme travou e, pouco depois, o grupo viu cerca de seis a oito cachalotes se afastando. O choque abriu buracos e rachaduras no lado estibordo, à direita, e a água começou a invadir o iate.

Jeremy, de 59 anos, enviou um pedido de socorro pelo rádio. Enquanto Jemma e o tripulante Terry Hetherington usavam bombas de porão para retirar a água, Jeremy e o carpinteiro Martin Jaffré tentavam vedar os danos com silicone, sílica, epóxi e outros materiais. As bombas, porém, ficaram obstruídas por detritos e deixaram de funcionar adequadamente; a água continuou subindo até alcançar aproximadamente a altura dos joelhos na cabine principal.

A proa começou a afundar, e a tripulação concluiu que não conseguiria manter o iate flutuando. O continente mais próximo estava a cerca de 200 milhas náuticas, ou 370 quilômetros. Os quatro abandonaram o Tai Tam em uma balsa salva-vidas e um bote inflável.

O Centro de Coordenação de Resgate da Maritime New Zealand recebeu o alerta de um sinalizador de emergência, que transmitiu as coordenadas do iate. Um avião P-8A Poseidon da Força Aérea Real da Nova Zelândia, pilotado pelo tenente-aviador Stuart Glendinning e com 16 pessoas a bordo, sobrevoou a área durante horas e pediu ajuda a embarcações próximas.

A embarcação particular Supreme e o porta-contêineres MV Sofrana Surville responderam ao chamado. O navio mercante vinha de uma distância superior a 100 milhas náuticas, cerca de 185 quilômetros. Sua tripulação lançou uma escada de corda para retirar as quatro pessoas da balsa. Elas passaram a noite e a madrugada no mar antes de serem resgatadas.

Ao amanhecer, o Tai Tam afundou. Jemma disse que chorou ao subir a bordo do navio, tomada pelo alívio do resgate e pela tristeza de perder a embarcação. O casal morava no iate havia três meses e, segundo Jeremy, não conseguiu salvar nenhuma parte dele. Os dois haviam navegado até 20 mil milhas náuticas, cerca de 37 mil quilômetros, com o barco.

O iate tinha esse nome em referência a uma baía de Hong Kong onde Jemma e Jeremy se conheceram, mais de 30 anos atrás, enquanto navegavam. Hetherington afirmou que nunca pensou que sua vida estivesse em perigo durante o incidente. “Acho que tenho mais chances de ganhar na loteria do que de ser atingido por uma baleia”, disse o tripulante, de 58 anos.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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