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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

6P e Chimera Capital criam fundo de R$ 350 milhões para condomínios

O FIDC financia antecipação de taxas, dívidas em atraso e obras; as empresas já haviam estruturado fundos de R$ 50 milhões e R$ 150 milhões.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Administrador analisa documentos financeiros diante de um edifício residencial. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Administrador analisa documentos financeiros diante de um edifício residencial.
Resumo em 30 segundos

A fintech 6P e a gestora Chimera Capital estruturaram um FIDC de R$ 350 milhões para conceder crédito a condomínios no Brasil. Os recursos poderão financiar antecipação de receitas, débitos condominiais em atraso e obras. É o terceiro fundo criado pelas empresas, que também planejam ampliar a atuação no segmento.

Uma fintech e uma gestora de investimentos estruturaram um fundo de R$ 350 milhões para oferecer crédito a condomínios no Brasil. O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), criado pela 6P e pela Chimera Capital, é o terceiro veículo montado pelas empresas em menos de três anos e financiará antecipação de receitas, dívidas em atraso e obras.

A 6P adianta ao condomínio valores que seriam recebidos com as taxas mensais, compra débitos de moradores inadimplentes e oferece financiamento para intervenções nos prédios. A empresa também assume a cobrança dos boletos vencidos, que pode incluir processos judiciais. Segundo a companhia, etapas desse trabalho são automatizadas com inteligência artificial para processar cobranças e acompanhar pagamentos e ações.

O FIDC reúne recursos de investidores para adquirir direitos de crédito, como valores que ainda serão pagos por devedores. No caso dos condomínios, os recursos captados são usados para financiar operações ligadas às receitas e às necessidades dos edifícios. A 6P e a Chimera já haviam criado fundos de R$ 50 milhões, em 2024, e de R$ 150 milhões, em 2025.

Criada em 2022, em Ribeirão Preto, a 6P atende 850 condomínios em 90 cidades e transferiu sua sede para a capital paulista. A empresa estima que o país tenha entre 800 mil e 1 milhão de condomínios, responsáveis por movimentar de R$ 130 bilhões a R$ 150 bilhões por ano em taxas. Menos de 5% desse universo usaria serviços financeiros estruturados ou de antecipação de recursos, segundo a estimativa da companhia.

Matheus Garcia Pelegrina, sócio e diretor financeiro da 6P, afirmou que o mercado é pouco atendido por instituições financeiras. Luiz Aita, sócio da Chimera Capital, disse que a dívida de taxas condominiais é um ativo atrativo porque o imóvel pode servir como garantia. A legislação brasileira prevê que o próprio imóvel responda por dívidas de condomínio, inclusive em determinadas situações de cobrança judicial.

As empresas avaliam que há espaço para ampliar a oferta nos próximos cinco anos e pretendem estruturar novos fundos, com potencial de alcançar bilhões de reais em investimentos. Frederico Ivo, presidente e cofundador da 6P, afirmou que outros agentes também buscam entrar nesse segmento.

A concorrência inclui a Cerus, fintech de Fortaleza que estruturou um FIDC de R$ 300 milhões na metade do ano para atuar no setor. O BTG Pactual também participa desse mercado: em 2022, tornou-se sócio da LLZ, empresa que antecipa receitas e recupera créditos para condomínios residenciais.

Para entender

FIDC
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios reúne recursos de investidores para adquirir créditos a receber, como parcelas de empréstimos ou pagamentos devidos por clientes. O retorno depende do pagamento desses créditos, e o fundo pode financiar operações de empresas ou setores específicos.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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