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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Susan Collins considera apropriado elevar juros nos Estados Unidos

A presidente do Fed de Boston condiciona novos aumentos à evolução dos dados e vê riscos de inflação persistente maiores que os de enfraquecimento do emprego.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Prédio do Federal Reserve em Boston, com edifícios e pedestres ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Prédio do Federal Reserve em Boston, com edifícios e pedestres ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Susan Collins, presidente do Fed de Boston, afirmou que pode ser apropriado elevar mais os juros dos Estados Unidos antes do fim de 2026. Ela vê riscos de inflação persistente superiores aos de piora no mercado de trabalho, mas diz que a decisão dependerá dos indicadores econômicos. Collins não vota nas reuniões do Fed neste ano.

A presidente do Federal Reserve (Fed) de Boston, Susan Collins, afirmou nesta terça-feira, em discurso na cidade, que considera apropriado elevar um pouco mais os juros dos Estados Unidos antes do fim do ano. A dirigente condicionou novos ajustes à evolução dos dados econômicos e defendeu que o banco central priorize o combate à inflação, diante dos riscos de que ela permaneça elevada.

Collins disse que os riscos de inflação persistente estão maiores do que os de uma piora da economia e do mercado de trabalho. A meta do Fed é levar a inflação a 2%, e a dirigente afirmou que novos aumentos poderiam ajudar a garantir que esse retorno ocorra de forma duradoura. Ela não tem direito a voto nas reuniões de política monetária neste ano.

A presidente da distrital de Boston descreveu o mercado de trabalho como estável e compatível com o mandato de emprego do Fed. A taxa de desemprego permanece baixa, e as contratações aceleraram um pouco neste ano, sobretudo em comparação com o ritmo fraco observado no segundo semestre de 2025.

Segundo Collins, a estabilidade do emprego tem sustentado os gastos dos consumidores. Ela também apontou a valorização de ações e imóveis como suporte ao consumo e destacou o avanço dos investimentos empresariais, especialmente em infraestrutura ligada à inteligência artificial (IA).

A dirigente afirmou que a inflação está consideravelmente acima da meta há cinco anos e meio. Embora alguns indicadores recentes tenham trazido sinais favoráveis, outros apontam na direção contrária. Collins prevê que tanto a inflação geral quanto os indicadores que excluem componentes mais voláteis voltem a superar a meta nos próximos meses.

Por isso, ela considera importante acompanhar se as pressões continuarão concentradas principalmente em energia e nos investimentos em infraestrutura de IA. O cenário-base de Collins é de uma queda gradual da inflação até 2%, mas ela também destacou dois riscos: uma demanda por IA mais forte que a esperada, capaz de ampliar investimentos em centros de dados e pressionar o mercado de trabalho e os preços; e novas pressões provocadas por tarifas e custos de energia.

O Fed define os juros para buscar estabilidade de preços e máximo emprego, objetivos que podem exigir decisões diferentes quando a inflação e o mercado de trabalho apontam em direções distintas. A avaliação de Collins sobre a necessidade e o momento de novos aumentos, segundo ela, dependerá do conjunto de indicadores econômicos.

Para entender

Federal Reserve
O Federal Reserve, conhecido como Fed, é o banco central dos Estados Unidos. Entre suas atribuições estão conduzir a política monetária e buscar estabilidade de preços e máximo emprego. Suas decisões sobre juros influenciam o custo do crédito e as condições econômicas no país.

Fontes: Valor Econômico

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