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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Supervisores da mina Escondida, no Chile, anunciam greve na quarta

Cerca de 1.000 trabalhadores rejeitaram a proposta da BHP após o fracasso da mediação do governo; ainda não se sabe se a paralisação afetará a produção.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Vista de uma mina de cobre a céu aberto no deserto do Atacama, no Chile. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Vista de uma mina de cobre a céu aberto no deserto do Atacama, no Chile.
Resumo em 30 segundos

Cerca de 1.000 supervisores da mina Escondida, no Chile, anunciaram uma greve para quarta-feira, após rejeitar a proposta da BHP para um novo acordo coletivo. A paralisação foi definida depois que uma mediação conduzida pelo governo terminou sem acordo. Ainda não está claro se a greve interromperá a produção da maior mina de cobre do mundo.

Cerca de 1.000 supervisores da mina de cobre Escondida, no Chile, anunciaram que entrarão em greve nesta quarta-feira, após rejeitarem a proposta da BHP para um novo acordo coletivo. A paralisação foi definida depois que uma mediação conduzida pelo governo terminou sem acordo, informou o sindicato da categoria nesta terça-feira.

Os supervisores afirmam que a oferta da empresa não contemplou demandas que consideram essenciais, entre elas aumento salarial, bônus mensal de produção e benefícios pelo encerramento das negociações em valores compatíveis com o mercado. Em comunicado, o sindicato responsabilizou a BHP pelo impasse e chamou a proposta de “deficiente”. A empresa informou à AFP que não tinha comentários naquele momento sobre as negociações nem sobre a greve.

A paralisação ocorre em meio a preocupações com a segurança no setor de mineração chileno. Nas últimas semanas, morreram um trabalhador da Escondida, outro da mina Radomiro Tomic, no norte do país, e dois prestadores de serviço em um acidente na mina El Teniente, na região central.

Ainda não está claro se a greve dos supervisores interromperá a produção da Escondida. Um sindicato de operadores da mina, porém, alertou que seus integrantes também deixarão de trabalhar se não forem garantidas condições mínimas de segurança.

A Escondida fica no Deserto do Atacama e responde por cerca de um quarto da produção de cobre do Chile. É considerada a maior mina de cobre do mundo. Uma interrupção prolongada poderia afetar a oferta do metal, usado em setores como energia, inteligência artificial e defesa, e pressionar ainda mais a produção chilena, que em agosto caiu ao menor nível em 15 anos, em meio a tempestades e problemas operacionais.

A mina já foi palco de uma greve de 43 dias em 2017, que deixou o mercado internacional de cobre em alerta. A nova paralisação também acontece durante uma onda de conflitos trabalhistas no setor: na semana passada, trabalhadores da mina Centinela, no Atacama, iniciaram uma greve após rejeitar a última oferta da empresa durante uma negociação coletiva.

A BHP, companhia australiana responsável pela Escondida, negocia com o sindicato dos supervisores um novo contrato coletivo. Esse tipo de acordo estabelece condições de trabalho e remuneração para o grupo representado. O fracasso da mediação governamental encerrou essa etapa das conversas, mas as informações divulgadas não indicam se haverá novas negociações antes do início da greve.

Para entender

Mina Escondida
Localizada no Deserto do Atacama, no Chile, a Escondida é uma grande operação de mineração de cobre. O metal é usado em diversos setores, entre eles energia, tecnologia e defesa.
Acordo coletivo
É um instrumento negociado entre uma empresa e representantes dos trabalhadores que estabelece condições de trabalho e remuneração para o grupo abrangido.

Fontes: O Globo

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