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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Samsung registra lucro operacional recorde com chips de IA

A fabricante lucrou 107,4 trilhões de wons entre julho e setembro, quase nove vezes o valor de um ano antes, segundo resultado preliminar divulgado na quinta-feira.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Técnicos trabalham em uma fábrica de semicondutores na Coreia do Sul. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Técnicos trabalham em uma fábrica de semicondutores na Coreia do Sul.
Resumo em 30 segundos

A Samsung Electronics registrou lucro operacional de 107,4 trilhões de wons sul-coreanos no terceiro trimestre de 2026, quase nove vezes o resultado do mesmo período do ano anterior e recorde pelo quarto trimestre seguido. A procura por chips de memória usados em inteligência artificial impulsiona os resultados e aumenta a arrecadação e os investimentos previstos pelo governo sul-coreano.

A Samsung Electronics registrou lucro operacional de 107,4 trilhões de wons sul-coreanos entre julho e setembro, quase nove vezes o resultado do mesmo período do ano anterior e um recorde pelo quarto trimestre consecutivo. O desempenho, divulgado em resultados preliminares na quinta-feira, reflete a forte demanda por chips de memória usados em inteligência artificial (IA) e contribui para ampliar a arrecadação e os planos de investimento da Coreia do Sul.

O valor se refere ao lucro operacional da Samsung no trimestre, e não ao lucro líquido nem ao resultado acumulado de todo o ano de 2026. A fabricante não teve, no material divulgado, um total anual de lucro informado. O resultado preliminar indica o desempenho antes da divulgação completa das contas.

A procura por memórias destinadas a centros de dados de IA vem superando a oferta há mais de um ano, mesmo com a expansão da produção. A Samsung e a SK Hynix, as duas maiores fabricantes sul-coreanas do setor, respondem juntas por cerca de 60% do mercado global. Analistas do setor esperam que os preços elevados desses componentes persistam além de 2027.

A SK Hynix também deve alcançar receita recorde no trimestre de julho a setembro, de acordo com previsões de corretoras. No primeiro semestre, as duas empresas pagaram juntas 11,21 trilhões de wons em impostos corporativos, quase três vezes o valor do mesmo período do ano anterior. A contribuição total das companhias à arrecadação tributária sul-coreana ultrapassou 10 trilhões de wons nos seis primeiros meses do ano.

O governo prevê arrecadar 478 trilhões de wons em impostos em 2026, alta de 28% em relação ao ano anterior. Desse total, 136 trilhões devem vir de tributos corporativos. O Ministério das Finanças e Economia atribuiu os recordes previstos principalmente ao aumento dos lucros das fabricantes de chips.

O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, afirmou no fim de setembro que o país pretende direcionar parte dos ganhos do setor para indústrias de ponta, infraestrutura e formação de profissionais. O principal instrumento anunciado é o Fundo de Resposta ao Futuro, previsto para ser criado no próximo ano. Para 2027, o governo espera arrecadar 162 trilhões de wons e planeja investir 45 trilhões em IA, semicondutores, desenvolvimento de talentos e revitalização de regiões fora dos grandes centros urbanos.

O apoio também inclui recursos do orçamento regular. A proposta para 2027 reserva 2,6 trilhões de wons diretamente ao setor de chips e outros 2,1 trilhões para infraestrutura e suporte. O governo pretende dobrar a capacidade nacional de fabricação de memórias nos próximos cinco anos, em meio à necessidade de ampliar o fornecimento de energia, água e mão de obra para as novas instalações.

Em junho, Samsung e SK Hynix anunciaram planos para construir quatro fábricas no sul do país, com investimento conjunto de 800 trilhões de wons, além de projetos já em andamento perto de Seul. Em agosto, entrou em vigor uma lei que estabelece um plano nacional de cinco anos para semicondutores e cria uma conta orçamentária específica para a indústria.

A dependência dos cofres públicos em relação às grandes empresas também representa um risco para a estratégia. Segundo o Serviço Nacional de Impostos, 10% das companhias com maior faturamento responderam por 92% dos tributos corporativos pagos em 2025; ao mesmo tempo, a parcela de empresas que não pagaram impostos chegou a 55%.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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