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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Produtores de Pelotas reforçam lavouras contra chuva e ventania

A previsão de chuva acima da média no Rio Grande do Sul durante a primavera leva agricultores a investir em drenagem, cobertura do solo e preparo antecipado.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Lavoura em Pelotas com cobertura do solo, valetas de drenagem e árvores usadas como quebra-vento. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Lavoura em Pelotas com cobertura do solo, valetas de drenagem e árvores usadas como quebra-vento.
Resumo em 30 segundos

Produtores rurais de Pelotas estão preparando as lavouras para a previsão de chuva acima da média no Rio Grande do Sul durante a primavera, associada ao El Niño. As medidas incluem quebra-ventos, drenagem, cobertura do solo e antecipação do plantio para reduzir erosão, encharcamento, doenças nas plantas e danos causados por temporais.

Produtores rurais de Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, reforçaram a preparação das lavouras diante da previsão de chuva acima da média durante a primavera, associada ao El Niño. Entre as medidas adotadas estão barreiras de árvores contra o vento, drenagem de áreas cultivadas, cobertura do solo e antecipação de etapas do plantio para reduzir os danos provocados por temporais e excesso de umidade.

Na propriedade de Adriano Bosenbecker, árvores plantadas como quebra-vento ajudaram a proteger os frutos durante um vendaval ocorrido 15 dias antes do relato do produtor. Ele disse que não houve queda de frutos na área protegida, enquanto a parte mais exposta perdeu 80% do que estava nas plantas.

A vegetação usada como barreira reduz a força do vento sobre a lavoura e pode ajudar a evitar perdas em episódios de ventania. O resultado observado na propriedade de Bosenbecker ilustra uma das formas de adaptar o cultivo a eventos extremos, mas a proteção precisa ser combinada com cuidados com a água e o solo, segundo as orientações técnicas citadas para a região.

O pesquisador de sistemas agroflorestais da Embrapa Clima Temperado Ernestino Guarino recomenda manter a terra coberta ao longo do ano, com palhada ou plantas de cobertura. A cobertura diminui o impacto direto da chuva sobre o solo. Guarino também cita o plantio em curvas de nível e a construção de terraços, técnicas que ajudam a conservar a terra e controlar o escoamento da água em terrenos cultivados.

A chuva excessiva pode causar erosão, deixar o terreno encharcado e carregar nutrientes. A umidade prolongada também favorece doenças nas plantas e pode impedir a entrada de máquinas, dificultando as atividades no campo. Por isso, o manejo da água e o calendário de trabalho precisam ser planejados antes que as condições piorem.

Maurício Bender, que cultiva morango, pimentão e tomate na zona rural de Pelotas, instalou valetas para drenagem e protege as áreas de plantio com cobertura vegetal e plástico. Ele também antecipou o preparo do solo para conseguir trabalhar com tratores antes do período mais chuvoso.

No outono, Bender corrigiu a terra com calcário, preparou os canteiros, instalou a irrigação e colocou as lonas. As mudas de pimentão e tomate foram transplantadas depois, quando o terreno já estava protegido e preparado. O produtor afirmou que, com o solo encharcado, a passagem de tratores poderia compactá-lo e agravar as condições para o cultivo.

A palhada de aveia deixada sobre o terreno também ajuda a reduzir a erosão causada pela enxurrada. A cobertura impede que a água carregue a camada superficial da terra, enquanto a lona protege os insumos aplicados no preparo, como fertilizantes e calcário. Com as etapas antecipadas, Bender evita a necessidade de levar máquinas às áreas mais úmidas.

As recomendações da Embrapa variam conforme a cultura e incluem ações para soja, milho, arroz irrigado, cereais de inverno, frutíferas, hortaliças e pastagens. Além de melhorar a drenagem, os produtores devem monitorar o surgimento de doenças e ajustar o manejo às condições de cada plantação.

O El Niño é um fenômeno climático ligado ao aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões. No Rio Grande do Sul, a previsão para esta primavera aponta chuva acima da média, o que torna especialmente importantes medidas para controlar o excesso de água e proteger as lavouras.

Guarino recomenda acompanhar as previsões meteorológicas locais e organizar as atividades com antecedência, em vez de esperar que os problemas já estejam em curso. O planejamento, afirmou, permite preparar o solo e adequar o manejo antes dos períodos de maior instabilidade, reduzindo riscos para a produção e para as colheitas seguintes.

Para entender

El Niño
Fenômeno climático associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico equatorial. Pode alterar padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo; seus efeitos variam conforme a região e o período.

Fontes: Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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