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Sábado, 10 de outubro de 2026

Ponte Preta é condenada a pagar R$ 53 mil a padaria de Campinas

A cobrança envolve alimentos fornecidos desde maio de 2025; a Justiça determinou que o pagamento siga o Regime Centralizado de Execuções do clube.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Alimentos preparados em uma padaria de Campinas, com uma faixa alvinegra ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Alimentos preparados em uma padaria de Campinas, com uma faixa alvinegra ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A Ponte Preta foi condenada a pagar R$ 53.280,14 a uma padaria de Campinas que forneceu alimentos ao clube desde maio de 2025. A sentença considerou que declarações públicas de representantes confirmavam a dívida, apesar de a defesa alegar falta de comprovantes assinados. O valor será corrigido e acrescido de juros.

A Ponte Preta foi condenada pela Justiça a pagar R$ 53.280,14 a uma padaria de Campinas que forneceu alimentos ao clube desde maio de 2025. A decisão foi tomada no fim de setembro pela 5ª Vara Cível da Comarca de Campinas, após o estabelecimento, situado perto do Estádio Moisés Lucarelli, cobrar judicialmente os valores não pagos.

O clube contestou a cobrança, alegando que não havia comprovantes de entrega assinados. O juiz Bruno Gonçalves Mauro Terra entendeu, porém, que declarações públicas de representantes da Ponte sobre a dívida confirmavam a existência da pendência e a obrigação de quitá-la. O valor ainda será acrescido de juros e correção monetária.

Na sentença, o magistrado afirmou que a postura do clube foi contraditória: representantes teriam reconhecido a dívida fora do processo, enquanto a defesa tentou afastar o pagamento com base na falta de recibos assinados. A assessoria da Ponte informou que a diretoria não vai se pronunciar sobre a condenação.

A cobrança deverá seguir o Regime Centralizado de Execuções (RCE), mecanismo que reúne dívidas de clubes e organiza os pagamentos conforme um plano de credores. A Justiça também concedeu à Ponte Preta o benefício da gratuidade. A medida não elimina a dívida, mas permite que o clube deixe de antecipar determinadas despesas processuais, conforme as regras aplicáveis.

O caso ocorre em meio a uma crise financeira que levou o diretor jurídico José Henrique Specie a descrever a situação do clube como de “quase insolvência”. Uma auditoria feita durante negociações para criar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), proposta rejeitada pelos associados, estimou os débitos em cerca de R$ 320 milhões. O cálculo não incluía aproximadamente R$ 20 milhões em dívidas de IPTU.

O mesmo levantamento apontou déficit mensal de R$ 2,8 milhões. Já o balanço de 2025 registrou resultado negativo de R$ 33,5 milhões. A falta de recursos também provocou atrasos salariais recorrentes desde 2025; em agosto, jogadores interromperam as atividades por uma semana em protesto. Atletas relataram que alguns estavam havia cerca de seis meses sem receber, e que, em casos específicos, os atrasos chegavam perto de um ano.

A situação financeira também aparece em disputas trabalhistas: dados do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região citados em processos apontam 210 ações contra o clube desde 2022, das quais 55 foram registradas em 2026 até 24 de setembro. No futebol, a Ponte foi rebaixada no Campeonato Paulista e na Série B do Brasileiro, torneio em que acumulou 22 jogos consecutivos sem vitória.

Para entender

Regime Centralizado de Execuções
Mecanismo que reúne execuções de dívidas de um clube e organiza o pagamento dos credores conforme um plano. A centralização busca estabelecer uma forma ordenada de quitar débitos, sem extinguir as obrigações existentes.

Fontes: Estadão

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