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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Polícia Civil faz operação contra cambismo digital do Palmeiras

A ação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão; um investigado foi preso em flagrante após a polícia encontrar uma arma sem numeração e munições.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Investigadores analisam celular, computador e documentos em apuração sobre revenda irregular de ingressos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Investigadores analisam celular, computador e documentos em apuração sobre revenda irregular de ingressos.
Resumo em 30 segundos

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em endereços da capital, da Região Metropolitana e do interior. A investigação apura a compra automatizada de ingressos do Palmeiras para revenda por preços mais altos e o possível uso irregular de dados de torcedores. Um investigado foi preso em flagrante por causa de uma arma e munições encontradas em sua casa.

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu nesta terça-feira (13) 15 mandados de busca e apreensão em endereços da capital, da Região Metropolitana e do interior do estado, em uma investigação sobre venda irregular de ingressos para jogos do Palmeiras como mandante. A operação recolheu celulares, notebooks e documentos com anotações e cadastros de torcedores ligados ao sistema de reconhecimento facial; um investigado foi preso em flagrante após a polícia encontrar uma arma sem numeração e munições de diferentes calibres em sua casa.

A apuração começou depois que a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, pediu a abertura de um inquérito policial. Uma auditoria interna do clube identificou, no início deste ano, um grupo suspeito de usar ferramentas tecnológicas, incluindo robôs automatizados, para comprar ingressos em grande quantidade e revendê-los por valores superiores aos originais.

A suspeita é de que os envolvidos tenham usado dados cadastrais de torcedores de forma irregular para facilitar a revenda em plataformas não oficiais. O uso de bots pode automatizar tentativas de compra e permitir que muitos ingressos sejam adquiridos rapidamente, reduzindo a disponibilidade no canal oficial para outros torcedores.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), vinculada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). A investigação é liderada pelo delegado Cesar Saad, em parceria com o Palmeiras.

O reconhecimento facial é usado para confirmar a identidade de quem entra no estádio e vincular o acesso ao cadastro do torcedor. A investigação busca apurar se dados associados ao sistema foram usados para contornar controles e viabilizar a comercialização irregular dos ingressos.

A Polícia Civil vai analisar os materiais apreendidos para identificar a participação de cada suspeito, estimar a dimensão do esquema e definir as responsabilidades. A prisão em flagrante decorreu da apreensão da arma e das munições; a investigação sobre o cambismo digital continua.

O caso ocorre em meio à adaptação de cambistas a sistemas de controle de acesso, segundo a investigação. A operação também mira a possível utilização de cadastros de torcedores para contornar as regras de venda e entrada, além da compra automatizada de ingressos. Até a conclusão das diligências, os investigados são suspeitos, e a apuração deverá esclarecer como os dados eram obtidos e empregados na revenda.

Para entender

Cambismo digital
É a compra e revenda irregular de ingressos com uso de ferramentas digitais, como plataformas não oficiais e programas automatizados. Bots podem fazer tentativas de compra em alta velocidade, dificultando o acesso de outros torcedores aos canais oficiais.

Fontes: Estadão, Gazeta do Povo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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