Pedro Sánchez declara apoio à reeleição de Lula no Brasil
O premiê espanhol publicou a manifestação no X nesta quarta-feira, enquanto enfrenta investigações e processos judiciais envolvendo aliados e familiares.
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Pedro Sánchez declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro em 25 de outubro. O premiê espanhol destacou a defesa da democracia e dos direitos. A manifestação ocorre em meio a processos judiciais envolvendo integrantes do PSOE e pessoas próximas a Sánchez.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou nesta quarta-feira (14) apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará o segundo turno da eleição presidencial brasileira contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), previsto para 25 de outubro. Sánchez publicou a manifestação na rede social X.
“Lula representa um Brasil que luta contra a injustiça e a desigualdade, que amplia direitos e que defende a democracia diante do autoritarismo”, escreveu o premiê. Em seguida, afirmou que esse país “merece continuar avançando rumo a um futuro de esperança e progresso” e concluiu: “Por isso, todo o nosso apoio a Lula. Força!”.
Sánchez governa a Espanha desde 2018 e lidera o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). Ele mantém proximidade política com Lula. Em abril, os dois se reuniram em Barcelona, onde seus governos firmaram 15 acordos de cooperação em áreas como minerais críticos, tecnologia, ciência e combate às mudanças climáticas.
A manifestação de apoio ocorre enquanto Sánchez enfrenta dificuldades políticas e questionamentos judiciais envolvendo integrantes do PSOE e pessoas próximas a ele. Nesta quarta-feira, a Suprema Corte espanhola manteve as condenações do ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos e de Koldo García, antigo assessor do político, por corrupção ligada à compra de máscaras durante a pandemia de Covid-19.
Ábalos recebeu pena de 24 anos e três meses de prisão, e García, de 19 anos e oito meses. A Justiça concluiu que os dois participaram de um esquema de favorecimento de empresas em contratos públicos em troca de vantagens indevidas. As defesas ainda podem recorrer ao Tribunal Constitucional.
Santos Cerdán, outro ex-dirigente socialista, é investigado por suspeita de corrupção em contratos de obras públicas. Um relatório da Guarda Civil divulgado em julho apontou que ele e familiares teriam recebido benefícios superiores a 300 mil euros sem origem devidamente declarada. Cerdán nega as acusações.
Também há processos envolvendo familiares do primeiro-ministro. Em setembro, a Justiça determinou que Begoña Gómez, mulher de Sánchez, seja julgada por suspeitas de tráfico de influência e desvio de recursos públicos. A Promotoria pediu a absolvição dela, sob o argumento de que os fatos investigados “não constituem crime”. David Sánchez, irmão do premiê, foi condenado em julho a nove anos de proibição de exercer cargos públicos por irregularidades em sua contratação por um órgão público da Extremadura. A defesa recorreu e pede sua absolvição.
Sánchez rejeita as acusações contra familiares e afirma que eles são alvo de processos com motivação política. O PSOE, por sua vez, diz ter adotado medidas contra dirigentes implicados nos escândalos.
O premiê também antecipou as eleições gerais espanholas para 29 de novembro, após o Congresso rejeitar dois decretos de seu governo para enfrentar a crise habitacional. A decisão encerrou antes do previsto a legislatura iniciada em 2023. Pesquisas divulgadas nesta semana apontaram o Partido Popular (PP), de centro-direita, à frente do PSOE nas intenções de voto.