Pular para o conteúdo
Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Otan apresenta plano para bloquear e conter ataque russo na Europa

No Fórum de Segurança de Varsóvia, Alexus Grynkewich detalhou uma estratégia que prevê barrar avanços, conter tropas e atingir suas redes de comando.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Oficiais militares analisam um mapa da Europa em uma sala de planejamento. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Oficiais militares analisam um mapa da Europa em uma sala de planejamento.
Resumo em 30 segundos

O comandante militar da Otan, Alexus Grynkewich, apresentou no Fórum de Segurança de Varsóvia os princípios de um plano sigiloso para responder a uma possível agressão russa. A estratégia prevê bloquear o avanço na fronteira, conter as forças por terra, mar e ar e atingir linhas de suprimento e comando, sem ocupar território inimigo.

O comandante militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o general da Força Aérea dos Estados Unidos Alexus Grynkewich, apresentou nesta segunda-feira, no Fórum de Segurança de Varsóvia, um plano para defender os aliados europeus de um possível ataque russo. A estratégia, resumida por ele como “bloquear, conter e quebrar”, prevê impedir a conquista de território e neutralizar as forças que conduzam uma agressão, sem buscar ocupar áreas do adversário.

Grynkewich afirmou que a aliança não considera um confronto militar com a Rússia iminente ou inevitável. Ainda assim, disse ter decidido expor publicamente os pontos centrais de um plano sigiloso, chamado de “teoria da vitória”, para reforçar a confiança entre os 32 países membros. “O que quero é garantir aos um bilhão de cidadãos de nossa aliança que temos as coisas sob controle”, declarou. “Sabemos o que precisamos fazer. Sabemos como fazer.”

A primeira etapa prevê bloquear um ataque na fronteira, impedindo que as forças invasoras avancem e conquistem território. A mudança em relação à estratégia anterior foi adotada após a invasão russa da Ucrânia. Se a ofensiva continuar, a Otan pretende contê-la com ações por terra, mar e ar para reduzir o ímpeto das tropas. Na terceira fase, atingiria linhas de suprimento, comunicações e redes de comando para desorganizar as forças agressoras.

O plano combina armas de precisão com o que Grynkewich chamou de “massa acessível”: um grande número de sistemas autônomos, drones e equipamentos de guerra eletrônica. A doutrina, segundo o general, incorpora lições dos campos de batalha da Ucrânia e do Oriente Médio e considera a possibilidade de uma guerra de atrito prolongada. Ele disse que a Otan não pretende tomar território inimigo, mas limitar sua ação à neutralização tática e operacional do adversário, para evitar oferecer motivos para uma escalada.

“Implementar a teoria da vitória que descrevi hoje exigiria de mim ordens que espero nunca precisar dar”, afirmou Grynkewich. “Mas que não haja dúvidas: se a guerra surgir, vamos bloquear e conter qualquer ataque. Se isso não for suficiente, vamos quebrar as forças que conduzem um ato de agressão contra nós.”

A apresentação ocorre em meio a alertas sobre ações atribuídas à Rússia para desestabilizar países europeus que apoiam a Ucrânia. Entre elas estão sabotagens, incêndios, ciberataques e campanhas de desinformação, apontados como tentativas de enfraquecer a coesão europeia e interromper o abastecimento ucraniano. O diretor do Serviço de Informação de Segurança da República Tcheca, Michal Koudelka, disse ao Parlamento do país que Moscou poderia iniciar, “em questão de meses, e não anos”, uma operação mais arriscada, que poderia incluir ações militares limitadas contra um integrante da Otan.

A discussão em Varsóvia também foi marcada por divergências entre os aliados sobre a política dos Estados Unidos em relação à Rússia. O presidente americano, Donald Trump, defendeu a compra de diesel russo e seu governo suspendeu temporariamente sanções sobre combustíveis do país. Parlamentares democratas e republicanos disseram que o entendimento pode contrariar uma lei americana de 2022 que proíbe importações de energia russa até que Moscou encerre a agressão contra a Ucrânia.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que a defesa ucraniana e a segurança da Otan estão ligadas. “Qualquer um que, por qual razão seja, traição, estupidez ou dinheiro, queira fragilizar a Ucrânia diante da agressão russa está claramente agindo contra sua própria nação, a segurança de seu próprio Estado e sua soberania”, disse.

Questionado sobre a disposição dos Estados Unidos de defender os aliados europeus, Grynkewich citou a presença de milhares de militares americanos no flanco oriental da Otan, inclusive na Polônia, e comunicados recentes de líderes que reafirmaram o compromisso com a defesa coletiva previsto no Artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte. O dispositivo estabelece que um ataque armado contra um integrante da aliança é considerado um ataque contra todos.

Autoridades russas rejeitam repetidamente os alertas europeus. Em setembro, o chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não pretende entrar em conflito com a Europa e disse que os países europeus estariam se preparando para uma guerra contra a Rússia.

Para entender

Artigo 5º da Otan
Cláusula de defesa coletiva do Tratado do Atlântico Norte. Ela estabelece que um ataque armado contra um integrante da aliança é considerado um ataque contra todos, e cada membro deve contribuir com as medidas que considerar necessárias para ajudar o país atacado.

Fontes: O Globo, Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também