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Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Opas alerta para risco de sarampo na América do Sul nos próximos meses

Eventos religiosos de massa podem ampliar as viagens; a organização recomenda reforçar a vacinação contra sarampo e a vigilância para conter novos casos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissional de saúde prepara uma vacina em clínica, com uma família ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissional de saúde prepara uma vacina em clínica, com uma família ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A Opas alertou para o alto risco de disseminação do sarampo na América do Sul nos próximos meses, com o aumento de viagens ligado a eventos religiosos de massa. De janeiro a outubro, as Américas registraram 55.792 casos e 77 mortes. A entidade recomenda verificar a vacinação e reforçar a resposta a novos casos.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou para o alto risco de disseminação do sarampo na América do Sul nos próximos meses, período em que eventos religiosos de massa devem ampliar as viagens dentro e fora dos países. Em avaliação regional publicada na sexta-feira, 9, a entidade recomendou intensificar a vacinação, a vigilância e a resposta rápida a novos casos.

De 4 de janeiro a 3 de outubro, foram confirmados 55.792 casos e 77 mortes em 17 países e territórios das Américas. O total é 4,8 vezes maior que o registrado no mesmo período de 2025. Guatemala, México, Estados Unidos, Peru e Canadá concentraram 99,5% dos casos; também houve registros, entre outros países, no Brasil, na Argentina, no Chile e no Uruguai.

A Opas relaciona o risco ao aumento de casos em diferentes partes do mundo, à circulação de pessoas e às lacunas de imunização. O sarampo é altamente contagioso e pode se espalhar rapidamente em comunidades com baixa cobertura vacinal. Pessoas infectadas podem transmitir o vírus antes de surgir a erupção cutânea característica, o que permite que viajantes exponham outras pessoas sem saber.

Jarbas Barbosa, diretor da Opas, pediu que as famílias vacinem as crianças com a tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Daniel Salas, gerente executivo do Programa Especial de Imunização Integral da organização, recomendou que quem pretende participar de eventos de massa confira se está protegido, mesmo que viaje apenas dentro do próprio país.

Segundo Salas, pessoas a partir de seis meses de idade sem comprovante de vacinação devem receber uma dose contra o sarampo antes de viajar ou comparecer a um evento. A recomendação é tomar a vacina, de preferência, pelo menos duas semanas antes. Essa orientação para situações de viagem e aglomeração não substitui a consulta ao calendário de vacinação de cada país.

Em 2025, a cobertura nas Américas chegou a 88% para a primeira dose da tríplice viral e a 85% para a segunda. A Opas considera necessário atingir 95% para prevenir surtos. A organização estima que 1,6 milhão de crianças na região não recebeu nenhuma dose da vacina contra o sarampo naquele ano.

Entre os fatores associados às lacunas estão atrasos de vacinação acumulados durante a pandemia de Covid-19, hesitação vacinal e dificuldades de acesso e de operação dos serviços de saúde. Povos indígenas, migrantes e populações deslocadas estão entre os grupos mais afetados por essas barreiras. A Opas recomendou que os países reforcem a capacidade de identificar casos e responder com rapidez, sobretudo durante períodos de maior circulação de pessoas.

Para entender

Tríplice viral
Vacina que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A vacinação é uma das principais medidas para prevenir o sarampo e reduzir a transmissão da doença em comunidades.

Fontes: Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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