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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Michael Saylor prevê bitcoin acima de US$ 100 mil em nova alta

O cofundador da Strategy disse que a criptomoeda pode crescer de 20% a 30% ao ano e espera que a empresa volte a ampliar as compras.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Escultura dourada de Bitcoin diante de edifícios comerciais ao anoitecer. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Escultura dourada de Bitcoin diante de edifícios comerciais ao anoitecer.
Resumo em 30 segundos

Michael Saylor afirmou que o bitcoin já teria atingido o fundo pouco abaixo de US$ 60 mil e prevê que volte a superar US$ 100 mil. A Strategy, que reduziu as compras nos últimos meses, pode ampliar aquisições e emitir instrumentos de crédito. A empresa também contesta uma possível exclusão de índices da MSCI.

Michael Saylor, cofundador e presidente-executivo do conselho da Strategy, afirmou nesta terça-feira que o bitcoin deve voltar a superar US$ 100 mil e avaliou que a fase de queda do mercado cripto ficou para trás. Em entrevista à Bloomberg Television, ele disse que a criptomoeda teria atingido o fundo pouco abaixo de US$ 60 mil e agora avançaria em direção à faixa dos US$ 80 mil.

O bitcoin era negociado em torno de US$ 83 mil e oscilava perto de US$ 80 mil desde meados de agosto. A cotação permanecia cerca de 30% abaixo do recorde de US$ 126.251, registrado em outubro de 2025. Poucos dias depois daquele pico, a liquidação de US$ 19 bilhões em posições de criptomoedas em um período de 24 horas contribuiu para que o ativo perdesse impulso.

“Ele definitivamente deve voltar para a casa dos seis dígitos, acima de US$ 100 mil”, disse Saylor. O executivo também projetou que o bitcoin possa crescer de 20% a 30% ao ano nos próximos anos. “Estamos entrando em um mercado de alta, então eu esperaria que provavelmente estejamos adquirindo bitcoin e que vamos emitir instrumentos de crédito nesse mercado de alta”, afirmou.

A Strategy, maior detentora corporativa de bitcoin, reduziu o ritmo das compras nos últimos meses, interrompeu aquisições em alguns períodos e chegou a vender parte do ativo. Nas últimas semanas, voltou a comprar, mas em volumes modestos em comparação com os ciclos anteriores de alta. Saylor espera que a empresa amplie as aquisições e emita mais papéis para financiá-las.

Para atravessar o período de baixa, a companhia apresentou um modelo de capital que prevê vender bitcoin e ações ordinárias para reforçar o caixa e recomprar ações preferenciais remuneradas. A estratégia busca sustentar a liquidez e reduzir a alavancagem, ou seja, o peso das obrigações financeiras em relação aos recursos da empresa.

As ações da Strategy acompanharam a queda e a recuperação parcial do bitcoin. A companhia também enfrenta a possibilidade de ser excluída de índices da MSCI, provedora de referenciais acompanhados por fundos globais. A empresa avalia regras que poderiam retirar dos índices companhias consideradas principalmente acumuladoras de ativos, em vez de operadoras de negócios.

Saylor criticou a proposta e disse que a Strategy deve ser tratada como uma empresa operacional, não como uma holding. Em novembro passado, o JPMorgan estimou que até US$ 2,8 bilhões poderiam estar em risco caso a exclusão ocorresse. A MSCI deve anunciar sua decisão na sexta-feira.

Para entender

Strategy
Empresa de capital aberto que mantém uma grande quantidade de bitcoin em seu balanço. Suas ações e decisões de financiamento podem ser influenciadas pelas oscilações da criptomoeda e pela forma como investidores e provedores de índices classificam suas atividades.
MSCI
Empresa que elabora índices usados como referência por investidores e gestores de fundos. A inclusão ou exclusão de uma companhia nesses índices pode afetar fundos que acompanham seus componentes e, por consequência, a demanda pelas ações.

Fontes: Valor Econômico

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