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Domingo, 11 de outubro de 2026

Markwayne Mullin defende transmissão da execução de Nidal Hasan

Hasan foi condenado à morte pelo ataque a tiros em Fort Hood, em 2009, que matou 13 pessoas; o Pentágono confirmou que prevê transmitir o fuzilamento ao vivo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Exterior de uma penitenciária militar cercada por grades sob céu nublado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Exterior de uma penitenciária militar cercada por grades sob céu nublado.
Resumo em 30 segundos

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, defendeu o plano de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan e disse que ninguém será obrigado a assistir. Hasan foi condenado à morte pelo ataque a tiros na base Fort Hood, em 2009, que matou 13 pessoas. A proposta recebeu críticas de organizações e autoridades internacionais.

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, defendeu neste domingo o plano do governo de transmitir ao vivo a execução do militar Nidal Hasan, condenado à morte pelo ataque a tiros na base Fort Hood, no Texas, em 2009. Hasan matou 13 pessoas; o secretário afirmou que ninguém seria obrigado a assistir à transmissão, cuja realização foi anunciada pelo Pentágono, mas também recebeu críticas de autoridades e organizações internacionais.

“Se você atacar os Estados Unidos, iremos atrás de você e garantiremos que a punição seja proporcional ao crime”, disse Mullin ao programa “Face the Nation”, da CBS News. Questionado se a exibição poderia transformar Hasan em mártir, o secretário afirmou que não considera esse um risco elevado neste momento.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou na quinta-feira que a execução seria aberta à visualização do público. Depois, o Pentágono confirmou que o condenado seria morto por pelotão de fuzilamento e que o ato seria transmitido ao vivo. Hasan está preso em uma penitenciária militar de segurança máxima em Fort Leavenworth, no Kansas.

O caso decorre do ataque de 2009, quando Hasan entrou armado na base militar de Fort Hood. Ele justificou a ação como uma jihad contra o que chamou de guerras “ilegais e imorais” no Afeganistão e no Iraque. O militar foi condenado à morte pela justiça militar, e, se a execução ocorrer, será a primeira aplicação da pena capital pelo sistema militar desde 1961. O fuzilamento também seria o primeiro uso desse método desde a Segunda Guerra Mundial.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou a proposta. Em manifestação enviada à AFP, o órgão afirmou que execuções públicas são tratamento ou pena cruel, desumana e degradante e que transmitir uma execução ao vivo equivaleria a torná-la pública, violando a proibição da tortura. O Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, de 1966, proíbe a tortura.

A Anistia Internacional também apontou preocupações com a exposição pública de execuções. A organização citou registros de execuções filmadas por espectadores no Irã e na Arábia Saudita. Nos Estados Unidos, a última execução pública autorizada ocorreu em agosto de 1936, quando Rainey Bethea foi enforcado em Owensboro, no Kentucky, diante de cerca de 20 mil pessoas.

O plano também foi criticado pelo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que o chamou de “abominável sob muitos aspectos” e disse que não o apoiaria. Já o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, manifestou dúvida sobre se o Pentágono realmente pretende transmitir a execução e afirmou que não assistiria. As declarações de autoridades americanas e estrangeiras refletem a controvérsia sobre a exibição, mas o Pentágono confirmou que o plano prevê uma transmissão ao vivo.

Para entender

Nidal Hasan
Militar do Exército dos Estados Unidos condenado à morte por um ataque a tiros na base Fort Hood, no Texas, em 2009. O ataque matou 13 pessoas.
Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos
Tratado adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1966 que estabelece direitos e liberdades civis e políticos. Entre outros pontos, proíbe a tortura e tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes.

Fontes: O Globo

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