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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Magdalena Andersson não consegue formar governo na Suécia

Após as eleições da Suécia em 2026, o bloco de centro-esquerda tem 176 cadeiras contra 173 da direita; nova votação ocorre na quinta-feira.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário do Parlamento sueco durante as negociações para formar um governo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário do Parlamento sueco durante as negociações para formar um governo.
Resumo em 30 segundos

Magdalena Andersson fracassou pela segunda vez em formar um governo após as eleições legislativas de 13 de setembro. Seu bloco de centro-esquerda tem maioria estreita, com 176 cadeiras contra 173 da direita e da extrema direita. O Parlamento votará na quinta-feira sobre sua possibilidade de assumir como primeira-ministra, enquanto seguem as negociações entre partidos.

A líder social-democrata Magdalena Andersson anunciou nesta terça-feira (13) que não conseguiu formar um governo na Suécia, um mês após as eleições legislativas de 13 de setembro. Foi sua segunda tentativa frustrada de reunir partidos para compor uma coalizão, e o presidente do Parlamento, Andreas Norlén, marcou para quinta-feira (15) uma votação sobre a possibilidade de ela assumir como primeira-ministra.

Andersson afirmou que houve avanços nas conversas com outros partidos, mas que ainda não estão reunidas as condições necessárias para formar um governo. Ela já havia fracassado na primeira tentativa, no fim de setembro, ao buscar um acordo entre a esquerda radical e os centristas, que mantêm divergências sobre a composição de uma coalizão.

O impasse envolve, entre outros pontos, a exigência do Partido de Esquerda por cargos ministeriais em troca de apoio a um eventual governo. Os centristas consideram essa condição inaceitável e se recusam a governar junto com a legenda. Os partidos do bloco de Andersson só se reuniram pela primeira vez na sexta-feira, após semanas sem avançar para uma negociação conjunta.

As eleições legislativas deram ao bloco de centro-esquerda uma maioria estreita no Parlamento: 176 cadeiras, contando os aliados de Andersson. A direita e a extrema direita somam 173. A apuração foi tão apertada que a vitória do bloco só foi confirmada após vários dias. O principal adversário de Andersson é o partido conservador liderado por Ulf Kristersson, ex-primeiro-ministro.

A votação de quinta-feira será uma etapa para decidir se Andersson pode assumir o cargo, mas a busca por um governo ainda depende de acordos entre partidos. O presidente do Parlamento dispõe de até quatro tentativas para encontrar uma liderança capaz de formar um governo. Se a quarta também fracassar, a Suécia terá de convocar novas eleições, uma possibilidade considerada impopular no país.

O país, com 11 milhões de habitantes, já enfrentou dificuldades para formar governos após eleições. Em 2022, foram necessários 37 dias para chegar a um acordo; em 2018, o processo levou 134 dias. Andersson, de 59 anos, lidera o Partido Social-Democrata Sueco.

Fontes: Zero Hora

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