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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Lufthansa compra participação inicial de 44,9% na TAP portuguesa

A oferta pode chegar a 49,9% e valer até 1,2 bilhão de euros; Portugal mantém 50,1% nesta etapa, e a operação aguarda aval europeu.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Avião comercial estacionado no aeroporto de Lisboa, com o terminal ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Avião comercial estacionado no aeroporto de Lisboa, com o terminal ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Portugal escolheu a Lufthansa para comprar inicialmente 44,9% da TAP, com possibilidade de chegar a 49,9%. O negócio pode valer até 1,2 bilhão de euros e depende da aprovação das autoridades europeias de concorrência. O Estado português manterá 50,1% nesta etapa, enquanto a Lufthansa deverá assumir a gestão operacional da companhia.

O governo de Portugal escolheu a Lufthansa para comprar inicialmente 44,9% da companhia aérea TAP, em uma operação anunciada nesta quarta-feira (14), em Lisboa. O negócio pode chegar a 49,9% das ações e está sujeito à aprovação das autoridades de concorrência da União Europeia (UE); o Estado português manterá 50,1% do capital nesta etapa.

A companhia alemã venceu a disputa com a franco-holandesa Air France-KLM. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou que a oferta da Lufthansa foi 16% superior à concorrente. O governo também avaliou a proposta como menos incerta e mais favorável à expansão da TAP. O valor total poderá atingir 1,2 bilhão de euros, cerca de R$ 6,8 bilhões.

Além da participação inicial, 5% das ações serão reservadas aos funcionários da TAP. Se eles não exercerem o direito de compra, a Lufthansa poderá adquirir essa fatia. Embora Portugal mantenha a maioria acionária e representantes no conselho de administração, o grupo alemão deverá assumir a gestão operacional da empresa.

O plano da Lufthansa prevê ampliar a frota atual, de 101 aeronaves, para 117 até 2035 e, posteriormente, para até 130. Também inclui investimentos em manutenção e treinamento de pilotos e expansão das operações nos aeroportos portugueses. A proposta mantém a marca TAP, a sede em Portugal e o aeroporto de Lisboa como principal centro de conexões.

O governo afirma que a integração pode ampliar a presença internacional da companhia, incluindo rotas entre Portugal e o Brasil, além de destinos na África e nos Estados Unidos. A proposta também prevê reforçar as operações no aeroporto do Porto. A TAP é uma companhia portuguesa com ligações relevantes entre os dois países lusófonos, o que torna suas rotas um ativo estratégico para a expansão da Lufthansa.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que a decisão considerou mais do que o preço e que o governo buscou proteger os interesses da empresa e dos portugueses. Segundo o Executivo, a escolha levou em conta aspectos técnicos, contratuais e financeiros das propostas.

A privatização poderá ter uma segunda etapa em 2028, quando Portugal pretende avaliar a venda de uma participação adicional, que poderia permitir à Lufthansa alcançar a maioria das ações. Até lá, a conclusão da operação depende da análise regulatória europeia. O processo também ocorre após o governo português destinar 3,2 bilhões de euros de recursos públicos à TAP nos últimos anos, incluindo apoio durante a crise da pandemia de Covid-19. A venda busca recuperar parte desse valor.

Para entender

TAP
Companhia aérea de Portugal, com sede no país e principal centro de conexões no aeroporto de Lisboa. Mantém ligações entre Portugal e destinos na Europa, na África, nas Américas e, em particular, no Brasil.
União Europeia
Bloco político e econômico formado por países europeus. Suas regras de concorrência podem exigir análise de operações entre empresas para avaliar seus efeitos sobre a competição no mercado.

Fontes: Gazeta do Povo

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