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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Kelly Klug Klumb depõe após pai e irmão serem mortos a tiros

A defesa pediu medidas protetivas contra o ex-companheiro suspeito e familiares dele; a família deixou a casa em Chuvisca após relatar novas ameaças.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Casa rural no sul do Brasil, com uma viatura policial ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Casa rural no sul do Brasil, com uma viatura policial ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Kelly Klug Klumb deve depor nesta terça-feira na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Camaquã sobre o assassinato do pai e do irmão. O ex-companheiro dela foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. A defesa pediu medidas protetivas após relatar ameaças, e a Polícia Civil investiga possível vicaricídio.

Kelly Klug Klumb, de 22 anos, deve depor nesta terça-feira (13) na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Camaquã, no sul do Rio Grande do Sul, sobre o assassinato de seu pai e de seu irmão. A defesa pediu medidas protetivas contra o ex-companheiro da jovem, suspeito dos homicídios, e familiares dele, após relatar novas ameaças. A família deixou a casa onde morava, em Chuvisca, por segurança.

Arnildo Schmegel Klumb, de 56 anos, e Davi Artur Klug Klumb, de 17, foram mortos a tiros na madrugada de sexta-feira (9), dentro da residência da família, na localidade de São Brás, zona rural do município. O suspeito foi preso em flagrante e, depois, teve a prisão convertida em preventiva.

A advogada Mikaela Schuch afirmou que, após o depoimento, a defesa vai reforçar o pedido de proteção à testemunha. Ela disse que Kelly e parentes precisaram sair de casa por causa das ameaças. A mãe da jovem, aposentada por invalidez, também deixou a residência.

A defesa apontou ainda a possibilidade de outras pessoas terem participado do crime, com base na logística de deslocamento. Segundo informações do inquérito repassadas à advogada, o suspeito teria sido abordado pela Brigada Militar quando seguia para o local de trabalho da ex-companheira, que atua como empregada doméstica.

A Polícia Civil investiga o caso como possível vicaricídio. O termo se refere ao assassinato de familiares ou pessoas próximas de uma mulher com a intenção de causar sofrimento, puni-la ou controlá-la no contexto de violência doméstica e familiar. A investigação deverá apurar se essa motivação se aplica ao caso.

O vicaricídio foi tipificado como crime em abril de 2026. A lei prevê pena de 20 a 40 anos de reclusão para quem mata familiar, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta de uma mulher com essa finalidade. O crime também foi incluído entre os hediondos, categoria que prevê regras mais rigorosas para cumprimento de pena.

Kelly não tinha medida protetiva antes dos assassinatos, segundo sua defesa. A família, que trabalha com o cultivo de fumo, enfrenta dificuldades financeiras e organiza uma arrecadação para pagar as despesas funerárias de Arnildo e Davi.

Para entender

Vicaricídio
É o assassinato de familiares ou pessoas próximas de uma mulher com a finalidade de causar sofrimento, puni-la ou controlá-la no contexto de violência doméstica e familiar. A investigação apura se essa motivação está presente no caso.

Fontes: Zero Hora

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