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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Ivone Pacheco, a Dama do Jazz gaúcho, morre aos 94 anos

A pianista criou o clube Take Five em Porto Alegre, onde músicos se reuniam para jam sessions; o velório ocorre nesta segunda-feira, na capital gaúcha.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Piano em um clube de jazz intimista, sob luzes quentes. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Piano em um clube de jazz intimista, sob luzes quentes.
Resumo em 30 segundos

Ivone Pacheco morreu aos 94 anos, em Porto Alegre, após ficar internada na Santa Casa. Conhecida como a Dama do Jazz gaúcho, fundou em 1982 o Take Five, clube que recebia músicos para encontros de improvisação. O velório ocorre nesta segunda-feira, e o sepultamento está previsto para as 18h.

A pianista Ivone Pacheco, conhecida como a Dama do Jazz gaúcho, morreu aos 94 anos na noite de domingo (11), em Porto Alegre. Ela estava internada no Hospital da Santa Casa; a família não divulgou a causa da morte.

Nascida na capital gaúcha em 1932, Ivone começou a tocar piano ainda criança, no hotel de seu pai, no Centro Histórico. Ao longo da vida, conciliou a música com o trabalho como professora e criou um espaço que se tornou referência para músicos e admiradores do jazz na cidade.

Em 1982, aos 50 anos, fundou o Take Five no porão de sua casa, no bairro Petrópolis. O clube recebia músicos da noite porto-alegrense para encontros semanais de improvisação, conhecidos como jam sessions. O nome homenageava “Take Five”, composição do grupo norte-americano The Dave Brubeck Quartet, lançada no álbum “Time Out”, de 1959.

Com ambiente intimista e apresentações informais, o Take Five ganhou fama como um clube de jazz quase secreto. Ivone reduziu os encontros para quatro por ano e, com o tempo, também passou a se apresentar em bares e casas noturnas. Embora recebesse outros músicos, ela era a atração principal dos encontros no porão.

Em 1998, realizou o sonho de gravar um disco com músicas que tocava no clube, entre elas “Speak Low”, “Smoke Gets in Your Eyes” e “As Time Goes By”. Como nenhuma gravadora se interessou pelo projeto, Ivone financiou o lançamento de “Dama do Jazz - Ivone Pacheco e Convidados”.

A partir dos 75 anos, dificuldades para andar fizeram com que a filha Rosa a acompanhasse quase sempre nos shows. Ivone passou a assistir às apresentações em uma poltrona ao lado do piano até chegar sua vez de tocar. Em 2022, quando o Take Five completou 40 anos e ela fez 90, Rosa a levou de cadeira de rodas ao porão para uma despedida. Mais de 40 músicos se revezaram no palco para homenageá-la.

A jornalista Cintia Moscovich afirmou que Ivone teve um papel “criativo e civilizador” ao manter um clube de jazz “absolutamente livre e democrático”. Segundo ela, a iniciativa foi revolucionária.

O velório ocorre nesta segunda-feira (12), das 9h às 14h, na Sala de Velório F, na rua Dario Pederneiras, 115. O enterro será no Cemitério São Miguel e Almas, na avenida Oscar Pereira, 400. A cerimônia está prevista para começar às 15h, com sepultamento às 18h.

Para entender

Take Five
Clube de jazz criado por Ivone Pacheco em 1982, no porão de sua casa, em Porto Alegre. Os encontros reuniam músicos para jam sessions, apresentações em que instrumentistas improvisam e tocam juntos.
Jam session
Encontro musical informal em que músicos tocam juntos, muitas vezes improvisando sobre temas conhecidos. É uma prática associada ao jazz e permite que instrumentistas compartilhem o palco sem seguir necessariamente uma apresentação ensaiada.

Fontes: Zero Hora

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