Inadimplência no Rio Grande do Sul volta a 37,3% em setembro
A taxa havia recuado para 37% em agosto; Uruguaiana teve a maior proporção de consumidores com contas atrasadas, e Ijuí, a menor.
Resumo em 30 segundos
A inadimplência entre consumidores adultos do Rio Grande do Sul chegou a 37,3% em setembro, igualando o recorde anterior, registrado em abril. Uruguaiana teve a maior taxa, de 42,7%, e Ijuí, a menor, de 29,8%. A dívida média por consumidor caiu de R$ 7.943 em agosto para R$ 7.849.
A inadimplência entre consumidores do Rio Grande do Sul voltou a 37,3% em setembro, mesmo patamar recorde registrado anteriormente. O índice, calculado sobre a população adulta, havia ficado em 37% em agosto, o que significa que quase quatro em cada dez adultos no Estado tinham contas atrasadas no mês passado.
O levantamento é da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), com dados da Equifax | Boa Vista SCPC. O estudo foi elaborado pelos economistas Oscar Frank e Marcelo Ayub. O indicador havia alcançado esse nível em abril, recuou depois do anúncio de novas etapas do programa de renegociação de dívidas Desenrola e voltou a subir.
A maior proporção de consumidores inadimplentes foi registrada na região de Uruguaiana, com 42,7%. Na região de Ijuí, a taxa foi a menor do Estado: 29,8%. Os dados mostram diferenças entre a frequência de pessoas com contas vencidas e o tamanho das dívidas acumuladas em cada área.
Em média, cada consumidor gaúcho devia R$ 7.849, abaixo dos R$ 7.943 registrados em agosto. A região de Passo Fundo tinha o maior valor médio, de R$ 11.314. Já em Uruguaiana, onde a parcela de inadimplentes era a mais alta, a dívida média era a menor entre as regiões, de R$ 6.028.
A taxa de inadimplência mede a parcela de pessoas com pagamentos em atraso; o valor médio da dívida indica quanto cada consumidor deve, em média. Por isso, uma região pode ter muitos moradores inadimplentes sem apresentar os maiores débitos individuais. No caso de Uruguaiana, a proporção elevada de pessoas com contas atrasadas convive com o menor saldo médio apontado pelo estudo.
A análise cita como fatores que mantêm a pressão sobre as finanças das famílias o acesso fácil ao crédito, os juros elevados e o orçamento doméstico apertado. O recuo observado após as etapas do Desenrola foi temporário, e o retorno ao recorde indica que a inadimplência voltou a avançar mesmo depois daquela queda.
Os números se referem a dívidas de consumidores e não identificam especificamente débitos de agricultores, dívidas rurais ou pendências com a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul. O estudo apresentado pela CDL POA trata da inadimplência dos consumidores no Estado e reúne indicadores de taxa e valor médio devido por região.