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Domingo, 11 de outubro de 2026

Hossein Mahmoudi é condenado a 11 anos por tentativa de estupro

O iraniano seguiu uma mulher por 55 minutos em Londres, em dezembro de 2024, e foi interrompido por um homem ao tentar atacá-la em um beco.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Beco em Londres ao anoitecer, com um ônibus ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Beco em Londres ao anoitecer, com um ônibus ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Hossein Mahmoudi foi condenado no Reino Unido a 11 anos de prisão por tentar estuprar uma mulher em Londres, em dezembro de 2024. Durante o julgamento, alegou que não era capaz de manter relações sexuais, argumento rejeitado pela juíza. A sentença inclui quatro anos de liberdade supervisionada após a prisão.

Hossein Mahmoudi, iraniano de 36 anos, foi condenado a 11 anos de prisão no Reino Unido por tentativa de estupro contra uma mulher de 43 anos. O ataque ocorreu em dezembro de 2024, em Londres, quando ele a seguiu por quase uma hora e tentou violentá-la em um beco; um homem que passava pelo local interrompeu a agressão.

Durante o julgamento no Tribunal da Coroa de Snaresbrook, Mahmoudi afirmou que um micropênis o impediria de manter relações sexuais e, por isso, de cometer o crime. Dois médicos foram à cela dele para examinar a alegação. Ele também sustentou que obesidade, tabagismo e depressão afetavam sua capacidade ou vontade de fazer sexo.

A juíza Sarah-Jane Griffiths rejeitou os argumentos. “Também concluo que você era claramente capaz de manter relações sexuais”, afirmou, ao considerar contundentes as provas contra o réu. Mahmoudi também disse que acessava um site de fetiches para praticar inglês; a magistrada não aceitou essa explicação.

A vítima voltava para casa depois de uma festa de Natal quando Mahmoudi passou a segui-la. Ele permaneceu atrás dela por 55 minutos e embarcou no mesmo ônibus. Em declaração apresentada à Justiça, a mulher disse que acreditou que morreria durante o ataque e afirmou que a agressão teve consequências duradouras para sua vida.

A vítima também relatou que precisou tomar medicamentos preventivos contra HIV e hepatite B, pois não foi possível solicitar exames para doenças sexualmente transmissíveis ao réu, que negou as acusações. Ela descreveu efeitos colaterais durante o primeiro mês de uso dos remédios contra HIV e disse que passou a associar as festas de fim de ano à lembrança do crime. Sua identidade não pode ser divulgada por razões legais.

O tribunal ouviu ainda relatos de episódios anteriores envolvendo mulheres. Três meses antes da tentativa de estupro, a polícia foi chamada após Mahmoudi supostamente seguir uma mulher até a casa dela e esperar do lado de fora, observando o interior do imóvel. O promotor Christiaan Moll disse que ele também perseguiu uma garçonete no sudoeste de Londres e enviou repetidos e-mails a outra mulher em seu local de trabalho.

A juíza afirmou que o crime causou graves danos psicológicos à vítima e que Mahmoudi não demonstrou arrependimento. A sentença inclui quatro anos de liberdade supervisionada após a prisão. Ele deverá cumprir dois terços da pena antes de ser avaliado para liberdade condicional e poderá ser deportado depois de cumprir a condenação.

Mahmoudi chegou ao Reino Unido pilotando uma pequena embarcação pelo Canal da Mancha. Ficou preso por dez meses por conduzir o barco e, depois, foi liberado para um abrigo destinado a requerentes de asilo. Antes disso, enquanto vivia na Alemanha, teve cinco condenações por agressão e danos à propriedade.

O advogado David Harounoff afirmou no julgamento que Mahmoudi fugiu do Irã após ser perseguido por participar de protestos contra o regime e se converter ao cristianismo. O inspetor-detetive Thomas Meaden, da Polícia Metropolitana, disse que a vítima demonstrou força durante o processo e que o condenado representa perigo para mulheres e meninas.

Fontes: O Globo

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