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Sábado, 10 de outubro de 2026

Furacão Isaías deixa quatro mortos e ameaça o Sudeste dos EUA

Rebaixado a ciclone pós-tropical no Alabama, o sistema ainda pode provocar chuva intensa, alagamentos e tornados na Flórida, na Geórgia e nas Carolinas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rua alagada com árvores e cabos caídos após a passagem do furacão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rua alagada com árvores e cabos caídos após a passagem do furacão.
Resumo em 30 segundos

O furacão Isaías atingiu a costa da Flórida como categoria 2 e deixou ao menos quatro mortos e mais de 500 mil clientes sem energia nos Estados Unidos. Rebaixado a ciclone pós-tropical ao cruzar o Alabama, ainda traz risco de chuva intensa, alagamentos e tornados no Sudeste durante o fim de semana.

O furacão Isaías deixou ao menos quatro mortos e mais de 500 mil pessoas sem energia elétrica nos Estados Unidos após atingir a costa do Golfo do México, perto de Destin, na Flórida, na noite de sexta-feira. Neste sábado, 10, o sistema perdeu força e foi rebaixado a ciclone pós-tropical ao atravessar o Alabama, mas ainda havia previsão de chuva intensa e risco de alagamentos na região.

Isaías chegou à costa como furacão de categoria 2 na escala Saffir-Simpson, que classifica tempestades de 1 a 5 conforme a intensidade dos ventos. As rajadas chegaram a 165 km/h. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou que a tempestade enfraqueceu rapidamente sobre o Alabama.

Na Flórida, uma mulher morreu quando uma árvore caiu sobre sua casa. Um homem foi encontrado morto em uma garagem onde mantinha um gerador ligado, segundo autoridades do condado de Escambia. A governadora do Alabama, Kay Ivey, confirmou outras duas mortes no estado.

O número de pessoas sem luz variava conforme o horário dos levantamentos: no início de sábado, mais de 726 mil clientes estavam sem energia na Flórida e no Alabama; à tarde, pouco mais de 500 mil ainda não tinham eletricidade. Árvores e cabos caíram, estradas ficaram alagadas e postos de gasolina e propriedades sofreram danos. Também foram registrados caminhões tombados e telhados arrancados pelos ventos.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, afirmou que os moradores ainda não estavam completamente fora de perigo. A previsão era de acumulados de 10 a 20 centímetros de chuva durante o fim de semana, com possibilidade de elevação das águas em algumas áreas. O risco incluía partes do noroeste da Flórida, o sul do Alabama e a Geórgia; meteorologistas também alertaram para possíveis tornados no Panhandle da Flórida e em áreas da Geórgia e das Carolinas.

O NHC previa que o ciclone avançasse para o norte e, depois, para o norte-nordeste, perdendo força gradualmente ao cruzar os vales dos rios Tennessee e Ohio. Estados próximos ao Golfo do México, entre eles Flórida e Alabama, declararam estado de emergência e ordenaram evacuações. A tempestade também provocou cancelamentos de voos em aeroportos do Panhandle, incluindo o de Destin-Fort Walton Beach.

Isaías foi o primeiro furacão da temporada atlântica, que vai do início de junho ao fim de novembro. O El Niño pode reduzir a formação de ciclones no Atlântico ao alterar a circulação atmosférica em larga escala; no Pacífico, o fenômeno tende a favorecer tempestades. O sistema ainda poderia causar chuva e inundações em outras partes do Sudeste dos Estados Unidos durante o fim de semana.

Para entender

Escala Saffir-Simpson
Sistema que classifica furacões em cinco categorias com base na velocidade dos ventos sustentados. A categoria 1 indica os ventos mais fracos entre os furacões, e a categoria 5, os mais intensos; a escala não mede diretamente a quantidade de chuva ou o risco de inundação.
Ciclone pós-tropical
Sistema que já não apresenta as características de um ciclone tropical, como a estrutura e as fontes de energia típicas desses fenômenos. Mesmo após essa transição e o enfraquecimento dos ventos, ainda pode produzir chuva forte, inundações e ventos perigosos.

Fontes: Zero Hora, Estadão

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