Felipe Souza Bruno é absolvido por júri de acusação de homicídio
Conselho de Sentença concluiu que não havia provas contra o acusado; a decisão não esclarece quem ordenou ou executou a morte de João Rebello, em Trancoso.
Resumo em 30 segundos
Felipe Souza Bruno, conhecido como Zingue, foi absolvido pelo júri da acusação de matar João Rebello, ex-ator mirim e DJ, em Trancoso, na Bahia. O Conselho de Sentença decidiu por maioria que não havia provas contra ele, e a juíza determinou sua soltura. A família da vítima segue sem respostas sobre os responsáveis pelo crime.
Felipe Souza Bruno, conhecido como Zingue, foi absolvido pelo júri da acusação de matar o ex-ator mirim João Rebello, atingido por tiros em outubro de 2024, em Trancoso, distrito de Porto Seguro, no sul da Bahia. A decisão foi tomada por maioria nesta terça-feira; o Conselho de Sentença concluiu que não havia provas contra o acusado. Rebello tinha 45 anos e trabalhava como DJ, com o nome artístico Vunje.
A juíza que presidiu o julgamento determinou a expedição do alvará de soltura de Bruno. Durante a sessão, o promotor Igor Saulo Ferreira Rocha Assunção também apontou que não havia confirmação da autoria do crime. A absolvição diz respeito à acusação contra Bruno e não identifica quem ordenou ou executou o assassinato.
Maria Carol Rebello, irmã da vítima, lamentou que o caso continue sem respostas sobre as circunstâncias e os responsáveis. Em uma publicação nas redes sociais, afirmou que a família queria entender o que levou ao que chamou de um engano e questionou quem teria mandado cometer o crime e quem o executou. Ela também reconheceu que não havia provas concretas contra Bruno e disse que a Justiça decidiu dessa forma.
A investigação da Polícia Civil da Bahia apontou que João foi morto por engano. Na época, as forças de segurança descartaram que ele tivesse ligação com atividades criminosas e indicaram que pode ter sido confundido com uma pessoa ameaçada por sua relação com policiais. A polícia informou então que realizava operações para cumprir mandados relacionados ao caso.
Rebello foi encontrado baleado dentro de um carro no centro de Trancoso. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, dois homens em uma motocicleta se aproximaram do veículo e dispararam contra ele. O artista estava sozinho no automóvel, que era de sua propriedade.
Dias depois do homicídio, a Polícia Civil apontou três suspeitos, entre eles Bruno. Um deles morreu em julho de 2025, e a punibilidade foi extinta. O terceiro não foi levado a julgamento pelo júri popular. A decisão sobre Bruno, portanto, não encerra as perguntas levantadas pela família sobre quem participou do crime.
João Rebello atuou em novelas da TV Globo entre as décadas de 1980 e 1990, incluindo “Cambalacho”, “Bebê a Bordo”, “Vamp” e “Zazá”. Depois de mais de dez anos dedicado à atuação, passou a trabalhar como DJ, além de dirigir videoclipes e atuar como produtor. Ele morava em Trancoso com a esposa, Karine.