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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Estudo aponta maior frequência de dor entre mulheres em todas as idades

Análise de mais de 6,1 milhões de pessoas em 118 países também identifica picos de dor em idades diferentes conforme a região do corpo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Mulher segura o ombro em uma sala com ambiente de atendimento médico ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Mulher segura o ombro em uma sala com ambiente de atendimento médico ao fundo.
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Estudo publicado na Nature Medicine reuniu dados de mais de 6,1 milhões de pessoas, de 118 países, entre 1990 e 2025. Mulheres relataram dor com mais frequência do que homens em todas as regiões analisadas e fases da vida. Os picos de prevalência variam conforme a parte do corpo, e as diferenças entre países se acentuam após os 65 anos.

Mulheres relatam dor com mais frequência do que homens em todas as regiões do corpo analisadas e em todas as fases da vida, segundo estudo publicado na revista Nature Medicine. A pesquisa reuniu dados de mais de 6,1 milhões de pessoas, de 118 países, coletados entre 1990 e 2025, com participantes de 5 a 100 anos.

Os pesquisadores avaliaram relatos de dor em 11 áreas: cabeça, rosto, pescoço e ombro, tórax, abdômen, cotovelo, mão e punho, quadril, joelho, pé e tornozelo. O trabalho aponta que a prevalência não cresce de modo uniforme com a idade: em seis dessas regiões, chega ao pico na meia-idade e depois diminui.

As idades de maior prevalência variam conforme o local. A dor de cabeça atinge o pico por volta dos 34 anos, enquanto a abdominal chega ao máximo em torno dos 23. Para a dor facial, o pico ocorre aos 45 anos; para a do cotovelo, aos 59; e para a região do pescoço e dos ombros, por volta dos 62.

Em áreas musculoesqueléticas, como costas, quadril e joelho, a dor tende a aumentar ao longo da vida adulta e alcança o ponto mais alto perto dos 75 anos. Já a dor de alta intensidade tem seu pico em torno dos 50, e a dor generalizada, perto dos 70, antes de começar a cair.

Marta Miret, pesquisadora do estudo e professora do departamento de Psiquiatria da Universidade Autônoma de Madri, atribui a diferença entre mulheres e homens a vários fatores. Segundo ela, mulheres são mais afetadas por doenças dolorosas que receberam menos atenção científica, como enxaqueca menstrual, endometriose e artrite reumatoide, uma doença autoimune.

Miret também afirma que a dupla carga de trabalho e responsabilidades familiares, além do cuidado mais frequente de outras pessoas, pode deixar as mulheres com menos tempo para lidar com o desconforto e contribuir para que a dor se torne crônica. Expectativas socioculturais, por outro lado, podem fazer com que homens falem menos sobre o que sentem, acrescentou.

As curvas de dor são semelhantes entre países durante a juventude, mas divergem a partir dos 65 anos. Na terceira idade, países com menor Índice de Desenvolvimento Humano registram incidência de dor muito maior do que os de alto índice.

O estudo identifica tabagismo, obesidade e condições econômicas e sociais desfavoráveis como fatores de risco modificáveis. A dor é apontada como a principal causa de incapacidade no mundo depois da depressão; reduzir esses fatores pode ajudar a prevenir o problema.

Fontes: Folha de S.Paulo

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