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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Estudo analisa tipo de voz de Madonna ao longo de quatro décadas

A pesquisa identificou variações na altura e na pronúncia, mas concluiu que é difícil estimar a idade da cantora apenas pela voz.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Madonna em um retrato próximo a um microfone, em referência ao estudo sobre sua voz. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Madonna em um retrato próximo a um microfone, em referência ao estudo sobre sua voz.
Resumo em 30 segundos

Linguistas da Universidade de Copenhague analisaram gravações de Madonna ao longo de 40 anos. A voz variou de altura, e a pronúncia das vogais não indicou claramente a idade ou a região de origem da cantora. Os pesquisadores consideram possível que ela tenha administrado o timbre, mas o estudo não comprova uma estratégia consciente.

Um estudo de linguistas da Universidade de Copenhague concluiu que a voz de Madonna mantém características associadas à juventude, mesmo após quatro décadas de carreira. A análise identificou mudanças na altura e na pronúncia da cantora, mas considerou difícil estimar sua idade apenas pelo modo como fala.

A pesquisa, publicada no Nordic Journal of English Studies, examinou gravações da artista ao longo de 40 anos. Segundo a linguista Anna Bothe Jespersen, o tom da voz de Madonna não acompanha os padrões que os pesquisadores esperariam de uma mulher na casa dos 60 anos. A pronúncia de vogais também não corresponde claramente à geração da cantora nem às regiões onde ela viveu.

A voz tende a ficar mais grave em muitas mulheres após a menopausa, período em que mudanças nos músculos ao redor das cordas vocais podem reduzir a elasticidade. No caso de Madonna, os pesquisadores observaram uma queda na altura vocal por volta de 2013, quando ela tinha 55 anos, seguida por uma elevação pouco tempo depois.

Jespersen disse que a trajetória pode refletir um esforço deliberado para preservar um timbre percebido como jovem. A terapia hormonal durante a menopausa também pode ter influenciado as mudanças, mas, segundo a pesquisadora, nenhuma dessas explicações esclarece por completo a evolução vocal observada.

A altura da voz variou bastante ao longo do período analisado. Alguns dos registros mais baixos apareceram nos anos 1980, quando Madonna era jovem, enquanto a voz ficou, em geral, mais aguda a partir do fim da década de 1990. Essa oscilação ajuda a explicar por que os pesquisadores não conseguiram associar o timbre a uma idade específica.

O estudo também examinou como a cantora pronuncia vogais em palavras como “trap”, “dress”, “kit” e “thought”. Os pesquisadores observaram sons produzidos mais à frente na boca e com maior distinção. Esse tipo de articulação clara tem sido associado, em pesquisas, à jovialidade, à atratividade e ao sex appeal.

A pronúncia tampouco apontou de forma nítida para Michigan, onde Madonna cresceu, ou Nova York, onde passou parte da juventude. Para Jespersen, esse padrão pode contribuir para uma fala sem marcas regionais evidentes e para uma imagem de alcance global.

A pesquisadora afirmou que a artista pode ter administrado a voz com atenção semelhante à dedicada à sua imagem visual, que mudou ao longo dos lançamentos de álbuns e turnês. A análise não demonstra que Madonna tenha adotado conscientemente uma estratégia vocal, mas sugere essa possibilidade. Os autores situam o caso em uma discussão cultural mais ampla sobre envelhecimento e expectativas dirigidas às mulheres.

Fontes: O Globo

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