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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Daniel Vorcaro comenta conversas sobre refugiadas e agência

Preso desde março, o ex-dono do Banco Master contestou a autenticidade e o contexto de parte das mensagens obtidas pela Polícia Federal.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular com conversas desfocadas ao lado de uma pasta de investigação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular com conversas desfocadas ao lado de uma pasta de investigação.
Resumo em 30 segundos

Conversas atribuídas a Daniel Vorcaro mencionam o encaminhamento de mulheres, incluindo refugiadas ucranianas, para uma agência. Em nota, o ex-dono do Banco Master negou ter explorado ou desrespeitado mulheres e contestou a autenticidade e o contexto de parte do material. Preso desde março, ele é investigado no caso do banco e tenta fechar uma terceira proposta de delação premiada.

Daniel Vorcaro afirmou nesta terça-feira que pretende tratar “de forma objetiva e transparente” de suas relações e dos assuntos investigados. A declaração foi divulgada por seus advogados após a circulação de conversas atribuídas ao ex-dono do Banco Master sobre o agenciamento de mulheres para encontros e eventos privados.

Os diálogos, obtidos pela Polícia Federal (PF), mostram Vorcaro conversando com um empresário que promovia festas em São Paulo. As mensagens mencionam mulheres de países como Ucrânia, Rússia e Venezuela. Em novembro de 2023, o empresário escreveu que havia “sobrado” uma ucraniana; Vorcaro respondeu: “kkkk. Eba. Nessa guerra tem que sobrar alguma refugiada pra mim”.

Em outra troca, o empresário disse que havia três refugiadas ucranianas e perguntou se poderia encaminhar uma delas. Vorcaro respondeu que sim. Mais tarde, o interlocutor afirmou que duas mulheres tinham ficado no Brasil e que uma não poderia voltar à Ucrânia porque os pais preferiam que ela não retornasse. Ele sugeriu colocá-las em uma agência. No mesmo mês, o empresário informou que havia recrutado novamente uma venezuelana, e Vorcaro respondeu que ela “não vai embora mais”.

Em nota, Vorcaro negou ter explorado ou desrespeitado mulheres. Ele também disse não reconhecer a autoria, a autenticidade nem o contexto de vários dos conteúdos divulgados. “Isso não é da minha índole”, afirmou, acrescentando que mulheres com quem se relacionou poderiam confirmar sua versão.

O banqueiro está preso desde março no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Ele é investigado no caso do Banco Master e declarou que pretende colaborar com as apurações. Duas propostas de delação premiada apresentadas por ele foram rejeitadas pelos investigadores, e Vorcaro tenta fechar uma terceira.

A delação premiada é um acordo em que um investigado fornece informações e provas às autoridades em troca de benefícios previstos em lei, que dependem de validação judicial. A eventual colaboração de Vorcaro pode tratar de aspectos da investigação do banco, mas não há indicação de que um acordo tenha sido aceito.

As mensagens sobre as mulheres passaram a ser públicas após a divulgação do conteúdo das conversas. Os trechos citados apontam tratativas sobre recrutamento e encaminhamento para uma agência, mas Vorcaro contestou a autenticidade e o contexto de parte do material. A investigação sobre o Banco Master e os diálogos permanece em curso.

Para entender

Delação premiada
Acordo previsto em lei pelo qual uma pessoa investigada ou acusada fornece informações e provas às autoridades em troca de possíveis benefícios. O acordo precisa ser validado pela Justiça, e a colaboração, por si só, não substitui a apuração dos fatos.

Fontes: O Globo, Zero Hora

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