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Domingo, 11 de outubro de 2026

Bruno Scheid é eleito senador por Rondônia em estreia nas urnas

Aliado de Jair Bolsonaro recebeu 474.226 votos e ficou com a segunda vaga do estado; ele diz que pretende priorizar o agronegócio e as empresas.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pecuarista em uma pastagem com gado no interior de Rondônia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pecuarista em uma pastagem com gado no interior de Rondônia.
Resumo em 30 segundos

Bruno Scheid, do PL, foi eleito senador por Rondônia com 474.226 votos, em sua primeira disputa eleitoral. Ele ficou com a segunda vaga do estado, atrás do correligionário Fernando Máximo. Pecuarista e aliado de Jair Bolsonaro, Scheid afirmou que pretende priorizar o agronegócio e as empresas no mandato.

Bruno Scheid (PL) foi eleito senador por Rondônia na votação de 4 de outubro, em sua primeira disputa eleitoral. Ele recebeu 474.226 votos, ou 26,95% dos válidos, e ficou com a segunda das duas vagas do estado, atrás do correligionário Fernando Máximo. Pecuarista e aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Scheid afirmou que pretende priorizar o agronegócio e as empresas no mandato.

A relação com Bolsonaro teve destaque na campanha. Scheid tentou incluir “Bolsonaro” no nome exibido na urna, mas a Justiça Eleitoral vetou a identificação por entender que o sobrenome não integra seu nome civil e poderia sugerir parentesco com o ex-presidente. O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia autorizou a candidatura em 8 de setembro, com o nome Bruno Scheid, e o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, manteve a decisão.

Embora não pudesse usar o sobrenome como identificação pessoal na propaganda, a campanha divulgou o slogan “o senador do Bolsonaro”. Scheid criticou as decisões e classificou a restrição como censura. A ligação com o ex-presidente também foi evidenciada pela participação do pecuarista em viagens e pela presença dele entre os visitantes autorizados a encontrar Bolsonaro na Papudinha, em Brasília.

Scheid nasceu em Paragominas, no Pará, em 13 de abril de 1983, e mudou-se ainda criança para Rondônia. Cresceu em Porto Velho, trabalhou com lavoura de arroz e manejo de gado e depois se estabeleceu em Ji-Paraná, onde atua na pecuária. No registro de candidatura, declarou a profissão de administrador e patrimônio de R$ 1.125.641,24.

Sua aproximação com a política nacional começou por meio do G-Agro, rede de grupos de WhatsApp criada para reunir produtores e discutir agronegócio e política. Em 2021, os grupos mobilizaram doações para o Pátria Voluntária, programa ligado à então primeira-dama Michelle Bolsonaro. Depois disso, Scheid estreitou os laços com Jair Bolsonaro e passou a circular também com o senador Flávio Bolsonaro.

Em 2022, Scheid foi apontado como um dos articuladores de pedidos de doações no setor agropecuário para a campanha de reeleição de Bolsonaro. Naquele período, chegou a ser apresentado como pré-candidato a deputado federal, mas não concorreu. Ele permaneceu na estrutura partidária e ocupa a vice-presidência do PL em Rondônia.

A proximidade com Bolsonaro continuou após a eleição de 2022. Em 2025, quando o ex-presidente cumpria prisão domiciliar, sua defesa pediu autorização para que Scheid o visitasse regularmente. Os advogados alegaram que o amigo poderia ajudar nos cuidados com a saúde de Bolsonaro quando Michelle estivesse fora e manter contato com o PL. Mais tarde, Scheid foi incluído entre os visitantes autorizados a ir à Papudinha.

O PL lançou a candidatura de Scheid ao Senado em 14 de março, em um evento em Ji-Paraná com Flávio Bolsonaro. A chapa integrou a coligação Juntos por Rondônia, formada por PL, Podemos, DC, Novo e Mobiliza. Os suplentes são Guilherme Teodoro e Dilceu Fernandes, ambos do PL.

A campanha não recebeu recursos do fundo eleitoral nem do fundo partidário e foi financiada por pessoas físicas. Nas prestações parciais apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral, Scheid declarou ter arrecadado R$ 2,86 milhões; quatro doadores responderam por 95,5% do montante. Na campanha, ele defendeu os produtores rurais como parte de uma agenda de geração de empregos, produção de alimentos e segurança jurídica para investimentos.

Fontes: Gazeta do Povo

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