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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Argentina pede que Tribunal do Mar barre petróleo nas Malvinas

O pedido mira o projeto Sea Lion, liderado pela britânica Rockhopper e pela israelense Navitas, que prevê começar a extração em 2028.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Navio de exploração de petróleo no Atlântico Sul, próximo às Ilhas Malvinas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Navio de exploração de petróleo no Atlântico Sul, próximo às Ilhas Malvinas.
Resumo em 30 segundos

A Argentina pediu ao Tribunal Internacional do Direito do Mar medidas provisórias para impedir a exploração de petróleo na bacia norte das Ilhas Malvinas. O governo afirma que o projeto Sea Lion pode afetar seus direitos sobre a plataforma continental e causar danos ao meio marinho. A extração está prevista para começar por volta de janeiro de 2028.

A Argentina pediu nesta terça-feira, 13 de outubro, ao Tribunal Internacional do Direito do Mar que impeça a exploração de petróleo na bacia norte das Ilhas Malvinas. O projeto Sea Lion, liderado pela britânica Rockhopper e pela israelense Navitas, prevê iniciar a extração de hidrocarbonetos por volta de janeiro de 2028, em uma área cuja soberania é disputada por Buenos Aires e Londres.

O governo argentino solicitou medidas provisórias para resguardar seus direitos sobre a plataforma continental e prevenir possíveis danos graves ao meio marinho. Em comunicado, a Presidência afirmou que as atividades autorizadas unilateralmente pelo Reino Unido podem agravar uma controvérsia reconhecida pelas Nações Unidas. O pedido foi apresentado após a Argentina anunciar, no fim de setembro, que buscaria uma arbitragem no tribunal, cujas decisões são obrigatórias.

A iniciativa é mais uma tentativa de Buenos Aires de barrar o empreendimento. O presidente Javier Milei já exigiu que Londres interrompa a exploração, que classificou como “um saque ilegal” dos recursos naturais argentinos. Ele também encaminhou ao Congresso um projeto de lei que aumenta as sanções previstas para a exploração de recursos naturais nas ilhas; a proposta ainda está em tramitação.

Em meados de setembro, a Justiça argentina concedeu uma medida cautelar para interromper o projeto, em resposta a uma ação de duas organizações do país que apontaram possíveis danos ambientais. A solicitação ao tribunal internacional menciona tanto a proteção dos direitos das partes em disputa quanto a prevenção de prejuízos ao ambiente marinho.

As Malvinas ficam no extremo sul da América do Sul e estão sob controle britânico desde 1833. O Reino Unido não reconhece a jurisdição argentina sobre o arquipélago e apoia as empresas envolvidas, defendendo o direito dos habitantes locais de explorar os recursos naturais. A Organização das Nações Unidas reconhece há décadas a disputa de soberania e pede que os dois países evitem decisões unilaterais sobre o território.

A disputa também tem um histórico de conflito armado: Argentina e Reino Unido travaram uma guerra em 1982 pelo controle das ilhas. O confronto terminou com a rendição do governo ditatorial argentino da época. O avanço do Sea Lion voltou a elevar as tensões diplomáticas, agora em torno da exploração de petróleo offshore e dos direitos sobre os recursos da região.

Para entender

Tribunal Internacional do Direito do Mar
Órgão judicial internacional criado pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Decide disputas relativas à interpretação e à aplicação da convenção e pode determinar medidas provisórias em casos que estão sob sua jurisdição.
Projeto Sea Lion
Empreendimento de exploração de hidrocarbonetos na bacia norte das Ilhas Malvinas, liderado pelas empresas Rockhopper, do Reino Unido, e Navitas, de Israel.

Fontes: Zero Hora

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