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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Abraciclo eleva previsão de emplacamento de motos em 2026

A associação agora estima 2,35 milhões de unidades no Brasil, alta de 6,9% sobre 2025; produção e exportações também devem crescer.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Motocicletas circulam por uma avenida urbana brasileira. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Motocicletas circulam por uma avenida urbana brasileira.
Resumo em 30 segundos

A Abraciclo elevou a previsão de emplacamentos de motocicletas no Brasil em 2026 para 2,35 milhões de unidades. A entidade também aumentou as estimativas de produção, para 2,1 milhões, e de exportações, para 48 mil motos. Até setembro, emplacamentos, produção e embarques acumulavam crescimento em relação ao mesmo período de 2025.

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) elevou nesta terça-feira (13) sua previsão de emplacamentos de motos no Brasil em 2026 para 2,35 milhões de unidades. A estimativa, divulgada pela entidade que representa as fabricantes, indica crescimento de 6,9% em relação a 2025 e supera a projeção anterior, de 2,3 milhões.

O emplacamento é o registro do veículo para circulação e serve como indicador das vendas no mercado interno. De janeiro a setembro, foram licenciadas 1.783.972 motocicletas no país, alta de 10,5% ante o mesmo período de 2025. Segundo a Abraciclo, esse foi o melhor resultado para os nove primeiros meses do ano.

Em setembro, foram emplacadas 205.120 unidades. O total caiu 0,4% em comparação com setembro do ano passado e 0,1% frente a agosto. Com 21 dias úteis no mês, a média foi de 9.768 motos licenciadas por dia.

A associação também revisou para cima as projeções de produção e exportação. As fábricas do Polo Industrial de Manaus devem produzir 2,1 milhões de unidades em 2026, aumento de 6% sobre 2025; a previsão anterior era de 2,07 milhões.

Até setembro, a produção chegou a 1.645.034 motocicletas, crescimento de 9,9% na comparação anual e melhor marca para o período desde 2008, de acordo com a entidade. Em setembro, foram fabricadas 186.758 motos, o maior volume para esse mês desde 2011. O resultado superou em 10,4% o de setembro de 2025, mas ficou 8,5% abaixo do de agosto.

As motos Street lideraram a fabricação acumulada, com 842.150 unidades, ou 51,2% do total. As Trail responderam por 328.636 (20%) e as motonetas, por 214.200 (13%). Os modelos de baixa cilindrada representaram 78,8% da produção de janeiro a setembro, com 1.295.499 unidades. Os de média cilindrada somaram 302.992 (18,4%), e os de alta cilindrada, 46.543 (2,8%); essa última categoria cresceu 19,7% no período.

Nas exportações, a previsão para 2026 passou de 45 mil para 48 mil motocicletas, alta de 11,3% sobre o volume de 2025. De janeiro a setembro, foram enviadas ao exterior 36.489 unidades, avanço de 23,7% ante igual período do ano passado. Em setembro, os embarques somaram 4.826 motos: queda anual de 8,2%, mas alta de 12,5% em relação a agosto.

Fontes: Estadão

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